IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
  • Região
  • Esportes
  • Geral
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

RMB avança na África com expansão do comércio, pagamentos e financiamento em yuan

Por Agência XINHUA
9 de setembro de 2026

O renminbi (RMB), moeda oficial da China, vem ampliando sua presença nos mercados africanos à medida que aumentam as relações comerciais e financeiras entre a China e os países do continente. A expansão envolve não apenas pagamentos relacionados ao comércio, mas também sistemas de compensação, transferências bancárias e novas alternativas de financiamento.

Nos últimos meses, diferentes iniciativas passaram a facilitar o uso direto do RMB em operações internacionais. Entre elas estão novos serviços de liquidação em bancos africanos, a conexão de instituições ao Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS) e o crescimento da emissão de títulos denominados em yuan.

Comércio China-África impulsiona uso do RMB

O crescimento das relações econômicas entre China e África é um dos principais fatores por trás da maior utilização do RMB. Quando empresas realizam operações frequentes com parceiros chineses, a possibilidade de liquidar diretamente os pagamentos na moeda chinesa pode reduzir etapas de conversão cambial e diminuir determinados custos financeiros.

Em agosto, o Stanbic Bank Tanzania lançou um serviço de liquidação direta em RMB na Tanzânia. A novidade permite que empresas locais envolvidas no comércio com a China façam pagamentos e recebimentos diretamente na moeda chinesa.

Para o governo tanzaniano, a medida amplia as alternativas disponíveis para empresas que mantêm relações comerciais com o mercado chinês.

Na Zâmbia, o RMB também ganhou espaço em uma área estratégica da economia. Desde outubro de 2025, o banco central passou a aceitar a moeda chinesa para o pagamento de impostos relacionados ao setor de mineração.

A medida tem importância para um país cuja economia possui forte relação com as exportações de cobre e que mantém a China como um de seus principais parceiros comerciais.

Pagamentos em RMB crescem entre China e África

Dados do Relatório de Internacionalização do RMB de 2025, elaborado pelo Banco Popular da China, mostram um crescimento significativo das operações entre os dois mercados.

Em 2024, os recebimentos e pagamentos transfronteiriços em RMB entre China e África chegaram a 155,33 bilhões de yuans, equivalentes a aproximadamente 23,14 bilhões de dólares. O volume representou crescimento de 28,1% em relação ao ano anterior.

Nas operações relacionadas ao comércio de mercadorias, os pagamentos e recebimentos alcançaram 56,37 bilhões de yuans, cerca de 8,4 bilhões de dólares, com avanço anual de 35,9%.

A evolução também pode ser observada em um período mais longo. Entre 2020 e 2024, as operações transfronteiriças em RMB entre China e África passaram de 80,02 bilhões para 155,33 bilhões de yuans.

Isso representa praticamente uma duplicação do volume em quatro anos, com crescimento médio anual de 18,1%.

Bancos africanos ampliam acesso ao sistema chinês

O crescimento do uso do RMB depende não apenas da demanda comercial, mas também da existência de uma infraestrutura financeira capaz de processar pagamentos de maneira eficiente.

Nesse aspecto, a conexão de bancos africanos ao CIPS representa uma etapa importante.

No final de julho, o Stanbic Bank Kenya passou a oferecer serviços relacionados ao sistema. Em agosto, o Standard Bank Namibia também iniciou operações desse tipo, tornando-se o primeiro banco da Namíbia a oferecer esses serviços.

Anteriormente, o Standard Bank of South Africa havia se tornado o primeiro banco comercial africano a ingressar no CIPS.

A expansão da rede aumenta a capacidade das instituições financeiras africanas de realizar operações relacionadas ao RMB e facilita a conexão entre empresas locais e o sistema financeiro chinês.

China fortalece rede de compensação em RMB

Outro movimento importante ocorreu em junho, quando o Banco Popular da China autorizou o Standard Bank of South Africa e o Banco Industrial e Comercial da China a atuarem conjuntamente como bancos de compensação de RMB para a África.

A iniciativa amplia a estrutura regional necessária para processar operações na moeda chinesa e pode contribuir para aproximar os sistemas financeiros africanos dos mercados chineses.

O Banco da China, por sua vez, já possui operações relacionadas ao RMB em mais de 20 países africanos. A instituição atua como banco de compensação da moeda chinesa na África do Sul, na Zâmbia e nas Ilhas Maurício.

Com a entrada de mais bancos locais nesse sistema, o uso do RMB deixa de depender apenas de algumas instituições específicas e passa a formar uma rede financeira mais abrangente.

Infraestrutura financeira ganha importância

A expansão dos sistemas de pagamento pode ser decisiva para a internacionalização do RMB na África.

Segundo Huang Meibo, diretora do Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Negócios e Economia Internacional de Shanghai, a melhoria da infraestrutura financeira está tornando as transações em RMB mais acessíveis aos participantes dos mercados africanos.

À medida que mais bancos locais se conectam aos mecanismos de pagamentos transfronteiriços, empresas passam a encontrar mais opções para realizar operações na moeda chinesa.

Além da facilidade para efetuar pagamentos, fatores como velocidade das transferências, disponibilidade de liquidez e integração com os mercados financeiros locais podem influenciar a decisão das empresas de utilizar o RMB.

RMB avança do comércio para o financiamento

A utilização da moeda chinesa começa também a alcançar uma etapa mais sofisticada: o financiamento nos mercados de capitais.

No Quênia, o plano anual de captação de recursos para o período de 2026/2027 prevê a possibilidade de explorar a emissão de títulos panda, instrumentos denominados em RMB emitidos no mercado chinês por entidades estrangeiras.

A estratégia faz parte dos esforços do governo queniano para diversificar suas fontes de financiamento externo e enfrentar desafios fiscais.

O movimento acompanha experiências anteriores de outros países africanos.

Egito e Afreximbank já emitiram títulos panda

O Egito foi pioneiro no continente africano ao emitir, em 2023, títulos panda no valor de 3,5 bilhões de yuans, aproximadamente 521,5 milhões de dólares.

A operação marcou a entrada de um país africano no mercado doméstico de títulos da China utilizando instrumentos denominados em RMB.

Em 2025, o Banco Africano de Exportação e Importação, conhecido como Afreximbank, realizou uma emissão de títulos panda de 2,2 bilhões de yuans, equivalentes a cerca de 327,8 milhões de dólares.

Foi a primeira operação desse tipo realizada por um banco multilateral de desenvolvimento africano.

Esses movimentos mostram que o papel do RMB começa a ultrapassar a simples liquidação de operações comerciais. A moeda também passa a ser utilizada em mecanismos de captação de recursos, financiamento e investimento.

Relações China-África criam novas oportunidades financeiras

Para os países africanos, o acesso ao mercado de capitais chinês pode representar uma alternativa adicional para diversificar fontes de financiamento.

A possibilidade ganha relevância especialmente para governos e instituições que possuem relações comerciais ou projetos de investimento ligados à China.

Do ponto de vista chinês, a participação de entidades estrangeiras no mercado de títulos denominado em RMB também contribui para ampliar a utilização internacional da moeda.

Dessa maneira, comércio, investimentos, pagamentos bancários e mercado de capitais passam a formar uma rede cada vez mais conectada.

Internacionalização do RMB ainda é um processo gradual

Apesar do avanço registrado na África, a internacionalização do RMB é um processo de longo prazo. O crescimento do comércio bilateral é importante, mas não é o único elemento necessário para transformar uma moeda em instrumento financeiro amplamente utilizado internacionalmente.

A profundidade dos mercados financeiros, a oferta de ativos denominados em RMB, a eficiência dos sistemas de pagamento e a disposição de investidores estrangeiros em manter recursos na moeda também são fatores relevantes.

A expansão da infraestrutura financeira africana e o aumento das relações comerciais com a China, portanto, criam condições para que o RMB desempenhe um papel maior nas transações internacionais.

O movimento observado nos últimos anos indica uma evolução gradual: a moeda chinesa passa de uma ferramenta utilizada principalmente na liquidação comercial para um instrumento cada vez mais presente em pagamentos, compensação, financiamento e investimentos entre China e África.

IMPRESSO

Outros Posts

Últimas Notícias

Formação de agentes de trânsito do Detran-PR inaugura fase de aulas práticas

23 de outubro de 2026
Últimas Notícias

CBMPR inaugura 14º Batalhão em Toledo e amplia estrutura de atendimento na região

23 de outubro de 2026
Últimas Notícias

Pesquisas receberão R$ 2 milhões do Governo do Paraná para gerar novos negócios

23 de outubro de 2026
Últimas Notícias

Ensino Superior do Paraná se destaca em ranking universitário do jornal Folha de S. Paulo

23 de outubro de 2026
Últimas Notícias

PMPR reforça combate a crimes transfronteiriços no Oeste do Estado

23 de outubro de 2026
Últimas Notícias

Terremoto de magnitude 7,0 deixa 16 mortos e 65 feridos em Xizang da China

23 de outubro de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Saúde
  • Região
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.