Especialistas da parte continental dizem que discurso do líder de Taiwan mostra agenda separatista inalterada e não diminuída

Beijing, 11 out (Xinhua) -- Especialistas em assuntos de Taiwan da parte continental disseram que o discurso proferido no sábado pelo líder de Taiwan Lai Ching-te em Taipei está repleto de enganos, observando que sua retórica refinada não consegue esconder seu empenho pelo separatismo.

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Chen Guiqing, pesquisador do Instituto de Estudos de Taiwan da Academia Chinesa de Ciências Sociais, sediado em Beijing, disse que Lai fez discursos vazios sobre paz e intercâmbios entre os dois lados do Estreito, ao mesmo tempo que atacou e vilipendiou repetidamente a parte continental, acusando infundadamente ela de exercer pressão por meio de ações militares e de "zona cinzenta" e tentar alterar o status quo no Estreito de Taiwan.

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"As declarações expõem completamente a mentalidade separatista teimosa de Lai e sua intenção de incitar confrontação através do Estreito", acrescentou Chen.

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Chen apontou que os fatos demonstraram repetidamente que Lai e as autoridades do Partido Progressista Democrata (PPD) são a fonte que mina a estabilidade através do Estreito e a harmonia social em Taiwan.

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"O discurso de Lai evitou os desafios econômicos e sociais que Taiwan enfrenta", disse Chen. "As declarações evidentemente foram feitas para servir aos interesses do PPD nas próximas eleições locais."

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A questão de Taiwan teve origem em uma guerra civil travada entre as forças lideradas pelo Partido Comunista da China (PCCh) e pelo Kuomintang (KMT) há cerca de oito décadas. Em 1949, o KMT derrotado recuou para Taiwan, enquanto a República Popular da China foi fundada sob a liderança do PCCh.

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A guerra civil não resolvida e a interferência estrangeira deixaram os dois lados do Estreito de Taiwan em um prolongado estado de confrontação política. No entanto, o fato de Taiwan ser uma parte inalienável do território da China nunca mudou.

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Tanto a história quanto a realidade deixam claro que o futuro de Taiwan deve ser decidido conjuntamente por todo o povo chinês, incluindo os compatriotas taiwaneses. Diferenças nos sistemas políticos não são obstáculo à reunificação da China nem desculpa para a divisão do país.

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Liu Xiangping, especialista em estudos de Taiwan na Universidade de Nanjing, disse que a propaganda de Lai sobre a "resiliência de defesa de toda a sociedade" é essencialmente um pretexto para aumentar o orçamento de defesa da ilha e uma forma de justificar em arrastar moradores de Taiwan para sua carruagem separatista.

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"Esbanjar o dinheiro conquistado com muito esforço pelo povo em expansão militar, em detrimento de seus meios de subsistência, acabará no final por se voltar contra quem o faz", disse Liu.

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Liu criticou a tentativa de Lai de buscar o favor dos Estados Unidos e do Ocidente. "Ao repetir a retórica ideológica ocidental, Lai expôs plenamente sua ansiedade de agir como um fantoche das forças externas", disse o especialista.

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Lai disse que "nunca permitiria a distorção da história da Segunda Guerra Mundial". No entanto, suas próprias palavras distorceram a história repetidamente, disse Wang Yingjin, diretor do centro de pesquisa de relações através do Estreito da Universidade Renmin da China.

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Wang observou que, no 80º aniversário da restauração de Taiwan à China, Lai apoiou os invasores japoneses ao descrever a vitória na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa como apenas o "fim da guerra", o que por si só distorce a história da Segunda Guerra Mundial.

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