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Em vias de desaparecer, orelhões ainda existem em pontos de Maringá

Por Cristiano Monteiro Martinez
26 de fevereiro de 2026
Orelhão localizado em calaçada de Maingá. Inativo (Crédito: Cristiano Martinez)

Orelhão localizado em calaçada de Maingá. Inativo (Crédito: Cristiano Martinez)

Eles já dominaram a paisagem urbana e foram essenciais para a comunicação, principalmente no século 20 e início do 21. Mas hoje estão sem uso e vão sair de vez de cena até 2028. Mais conhecidos como orelhões, os Telefones de Uso Público (TUP, no termo técnico) serão gradativamente desativados e provavelmente retirados das ruas e espaços públicos.

O Ministério das Comunicações informa que ainda existem 38 mil orelhões espalhados pelo Brasil. A partir deste ano, porém, as empresas de telefonia fixa não terão mais a obrigação de mantê-los, já que, em dezembro de 2025, foram encerradas as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis por eles. A mudança ocorre após a adaptação dos antigos contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) para o regime de autorização, previsto na Lei Geral de Telecomunicações.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não há norma que determine ou regulamente expressamente a retirada dos orelhões não obrigatórios, mas a agência avalia solicitar às prestadoras adaptadas a apresentação de um plano de retirada desses terminais.

Os usuários podem solicitar às prestadoras a retirada dos orelhões não obrigatórios diretamente nas centrais de atendimento das empresas. Em caso de não atendimento pela prestadora, o consumidor, de posse do protocolo, pode registrar reclamação na Anatel por meio da central de atendimento (telefone 1331) ou pelo portal da Agência na internet.

De acordo com a Anatel, as empresas se comprometeram a realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações no país, como a implantação de fibra óptica em localidades desprovidas dessa infraestrutura, a instalação de antenas de telefonia celular (com tecnologia mínima 4G) em áreas sem cobertura adequada, a expansão da rede móvel em municípios, a implantação de cabos submarinos e fluviais, a conectividade em escolas públicas e a construção de data centers.

Em Maringá, a reportagem foi às ruas à procura dos orelhões ainda existentes. Acredite se quiser, mas é possível encontrá-los. A busca resultou na localização de ao menos três aparelhos, todos em espaços públicos: um na calçada de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) e dois em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Com aspecto de abandono e sujeira, esses TUPs estão sem linha. Ou seja, inoperantes para eventual necessidade de uso, o que é quase impossível em tempos de telefonia móvel. Tanto é verdade que os usuários nem percebem a existência dos aparelhos fixos cujo formato é de uma casca de ovo.

Interior da “casca de ovo” do telefone público (Crédito: Cristiano Martinez)

Nove mil
Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão ativos em cidades onde não haja ao menos o sinal 4G para a rede móvel. Ao menos, até dezembro de 2028. Isso significa que, a partir de 2029, os orelhões serem desligados de vez no Brasil.

Hoje a maior parte dos TUPs estão no estado de São Paulo: 27.918 ativos e 808 em manutenção. Em seguida vêm a Bahia, com 965 ativos e 525 em manutenção, e o Maranhão, com 653 ativos e 516 em manutenção.

No caso da Cidade Canção, consulta da reportagem ao site da Anatel revela que até o ano de 2025, havia apenas 13 orelhões, todos da prestadora Oi. Em 2020, eram 406. Ou seja, queda de 96,79% em meia década. No Paraná, hoje são 124 UTPs ativos e 72 em manutenção, de um total de 749 aparelhos; já Maringá, em 2026, nem figura na lista de aparelhos ativos ou em manutenção. Sinal provável de que são estruturas inoperantes, mesmo ainda com o orelhão visível.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, os acordos celebrados pelas concessionárias Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica com a administração pública permitiram que, a partir de janeiro, fosse iniciada a retirada dos orelhões. No caso da Oi, conhecida por ter um orelhão estilizado como sua logomarca, a adaptação ocorreu no fim de 2024, iniciando a retirada em janeiro de 2025.

No Paraná, a Sercomtel deverá manter todos os orelhões em sua área de concessão (municípios de Londrina e Tamarana) “até que se conclua sua adaptação para o regime privado, quando poderá iniciar o processo de retirada dos orelhões, em conformidade com o termo que vier a ser aprovado”, diz o jornal.

Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira (Crédito: Reprodução)

História
Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira.

Inspirado no formato de um ovo, considerado por Chu como “a melhor forma acústica”, o orelhão recebeu diversos apelidos depois de sua criação. Tulipa, capacete ou o técnico Chu II, a invenção da arquiteta logo tornou-se um ícone do design brasileiro, já que solucionava todos os problemas enfrentados por quem usava os telefones públicos.

Feita com fibra de vidro, a estrutura não apenas protegia ambos o telefone e o usuário, como ainda tinha um baixo custo de produção e de manutenção. Por fim, a criação de Chu também ficou marcada na história do design por sua aparência e ótima acústica. Com o passar dos anos, contudo, os orelhões tornaram-se cada vez mais obsoletos.

A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço.

Em sua origem, os orelhões aceitavam fichas (estruturas metálicas semelhantes a moedas) para fazer as ligações. Por isso, surgiu a expressão “caiu a ficha”, quando algo passa a fazer sentido. Em 1992, as famosas fichas telefônicas foram substituídas por cartões de plástico (objeto também de colecionismo), que continham créditos para fazer as chamadas nos TUPs.

Tags: Chu Ming SilveiraCMEIComunicaçãoMaringáOiOrelhãoTelefone públicoTelefonia fixaUBS

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