Com o setor de serviços novamente à frente, Maringá fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo azul na geração de empregos com carteira de trabalho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o município está com saldo de 3.048 novas vagas no acumulado do ano, número este que resulta de 40.075 contratações e 37.027 desligamentos no período. Isso representa uma variação de 1,82%, com estoque mensal de 170.539.
O principal responsável pelo desempenho é serviços, que sozinho gerou 1.376 postos de janeiro a abril deste ano. O número é resultado de 18.839 admissões e 17.463 demissões, com variação de 1,65% e estoque mensal de 84.983. Chamado também de setor terciário, é a área da economia voltada para a prestação de trabalho em benefício de terceiros, em vez da produção de bens físicos. Ele representa a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) e é o principal gerador de empregos na maioria dos países.
Em seguida a serviços, figura a construção na Cidade Canção com 621 postos criados no quadrimestre. Logo em seguida, vem a indústria (+611) e o comércio (+447). Somente a agropecuária ficou no vermelho, com perda de 7 empregos.
No acumulado do ano, no país foram 699.762 novos postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro 2025. Nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026) o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%), seguido da Construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%) e a Indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%).
No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Dos postos de trabalho gerados, 85.32% podem ser considerados típicos e 14,68% não típicos, majoritariamente 30 horas ou menos (+22.028) e aprendizes (+8.772).
Setores
No ano (jan-abril), quatro grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos no Brasil, sendo o maior crescimento do emprego formal registrado no setor de Serviços (saldo de 451.996 postos), um aumento de 2%), com destaque para administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (172.306) e atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (161.216).
A Construção gerou 143.547 postos no mês, com elevações maiores na Construção de Edifícios (+56.857) e em Obras de Infraestrutura (+46.009). A Indústria apresentou saldo positivo de 124.085 empregos, com destaque para o Processamento Industrial do Fumo (12.341); Fabricação de Produtos Alimentícios (11.776) e Fabricação de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (11.539).
A Agropecuária também foi outro setor que apresentou saldo positivo de 6.760 vagas, com destaques para o Cultivo de Café (6.240), Cultivo de Maçã (5.003) e o Cultivo de Alho (3.535). Apenas no setor do Comércio foi apresentado saldo negativo (-26.614 postos), principalmente no Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (-31.998) e no Comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagens (-11.004).
Estados
Entre os estados, São Paulo (202.374), Minas Gerais (78.640) e Santa Catarina (63.006) apresentaram os maiores saldos no ano, enquanto Roraima (1.430), Rio Grande do Norte (242), e Alagoas (-12.185) apresentaram os menores saldos. Em termos relativos, Goiás (2,8%), Amapá (2,6%) e Santa Catarina (2,5%) registraram os maiores percentuais de geração de emprego no ano.
Abril
No quarto mês do ano, o mais recente no levantamento do Caged, Maringá gerou 256 novas vagas de emprego formal. O número resulta de 9.412 contratações e 9.156 desligamentos no período. Isso significa uma variação positiva de 0,15% e estoque mensal de 170.539.
Em abril, somente dois setores fecharam no azul no cenário maringaense: serviços, com 260 postos; e indústria, 64. Já comércio, construção e agropecuária, no vermelho: 34, 28 e 6 perdas, respectivamente.
Salários
No país, o salário médio real de admissão em abril foi de R$ 2.386,56, uma leve ampliação em relação a março, que foi de R$ 2.369,88, uma variação positiva de R$ 16,68 (-0,7%). Em comparação com abril de 2025, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento chegou a R$ 42,21 (+1,8%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.429,79 (1,8% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.047,86 (14,2% menor que o valor médio).








