Óleo sobre tela, impressão planográfica, vídeo, óleo sobre chapa de madeira… enfim, uma variedade de técnicas da produção paranaense de arte está disponível a partir desta quinta-feira, 28 maio, no complexo Calil Haddad, em Maringá.
Tudo porque uma extensão do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) passou a funcionar na parte superior do Calil, a partir da inauguração da exposição “Tempos Permeáveis: atravessamentos do acervo do MAC-PR”, que apresenta obras de diferentes linguagens da arte contemporânea paranaense. A presença de trabalhos de artistas como Eliane Prolik, Dulce Osinski, Denise Bandeira, Lívio Abramo, Fernando Calderari e Poty Lazzarotto demonstra a expressividade da coleção do MAC-PR.
Trata-se de um museu que é uma das principais instituições museológicas do Paraná, com um acervo de mais de 2 mil obras de artistas paranaenses, de outros estados brasileiros e estrangeiros.
A chegada do MAC-PR à Cidade Canção é resultado da política cultural de descentralização do governo do Paraná, via Secretaria de Estado da Cultura (Seec). Na Cidade Canção, tem parceria da Prefeitura. São os Museus Satélites, que vêm sendo instalados nas oito macrorregiões. O MAC Maringá é a terceira ativação, somando-se a Londrina e Pato Branco, com unidades do Museu Paranaense (Mupa). O Museu de Arte Contemporânea também expandirá sua atuação para Cascavel, enquanto o Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) chegará a Tunas do Paraná e Guarapuava.
Já o Museu Casa Alfredo Andersen contará com extensões em Ponta Grossa e Paranaguá. Juntas, essas oito unidades fortalecem a rede de circulação cultural e o acesso ao patrimônio artístico do Estado.
Segundo a secretária estadual de Cultura, Luciana Casagrande Pereira, a descentralização foi um pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior, de olhar para o Estado como um todo. “Desenvolvemos muitas políticas públicas nesse sentido. Estruturamos os municípios, implementamos o sistema municipal de cultura. Saímos de 16 para 373 dos nossos 399”, destacando que o governo está transferindo recursos para as cidades, onde a cultura ocorre de verdade, atingindo uma capilaridade para chegar à população como um todo.

Rotatividade dos museus satélites
Pereira explica que haverá uma rotatividade entre os museus, com mudança de acervo a cada seis meses, indo de um satélite para outro, orbitando entre as cidades. “A ideia é de que a pessoa possa conhecer todos os museus do Estado sem sair de Maringá. Hoje temos aqui o Museu de Arte Contemporânea, mas daqui a seis meses quem vem para cá é o Museu Paranaense, que está em Londrina e Pato Branco. A gente vai rodando, tipo uma órbita”, disse à reportagem, durante o evento em Maringá.
A secretária explica que o objetivo não é fazer uma exposição temporária. É um programa. “Quem entrar agora na próxima gestão já encontra licitado e pago esse giro que os museus precisam dar. É para que de fato seja um programa de Estado e não de governo”.
Pereira também destaca que esse programa é a materialização de uma construção ao longo de sete anos e meio, à frente da Seec. “O trabalho de curadoria é feito com o mesmo carinho que nós tratamos todos os programas ao longo da gestão inteira. Porque é a consolidação. Cada obra foi escolhida com muito critério, para que conversasse, para que tivesse referência com a região em que está inserida”, acrescentando que as peças que virão do Mupa em Londrina serão diferentes daquelas expostas neste momento. A curadoria será específica para Maringá, porque cada região tem a sua peculiaridade. “Temos um Paraná muito diversificado”, mas unido.

Atenção a Maringá
Em sua fala, durante o cerimonial, o secretário municipal de Cultura, Tiago Valenciano, destacou que a Seec tem atendido prontamente Maringá nesse um ano e meio à frente da Semuc, citando projetos.
Valenciano também comentou que o município inscreveu projeto no fundo a fundo para viabilizar o Museu da Imagem e do Som (MIS), o que faria a Cidade Canção passar de um para três museus.
No caso maringaense, o secretário elencou incrimento em recursos e projetos na Semuc, caso do Aniceto Matti e do “Convitão às Artes”. “A gente está com um trabalho imenso em várias frentes”, resumiu. Além do estreitamento de laços com a Seec, a Universidade Estadual de Maringá (UEM), os pontos de cultura, a Fundação LuzAmor.

Parque de Esculturas
Fechando o cerimonial, antes do descerramento da placa inaugural do MAC-PR, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, destacou o trabalho do secretário Valenciano e projetos como o “Convite às Artes” que, semanalmente, forma plateia em diversas áreas. “A gente começou isso 20 anos atrás, quando eu estava na Prefeitura. Eu fico feliz em saber que a nossa estrutura de produção artística, os nossos artistas estão tirando bom proveito”, afirmou Barros.
Em primeira mão, o prefeito anunciou que, no segundo semestre, virá um novo projeto, o Parque das Esculturas. “Nós vamos investir R$ 1 milhão”, explicando que serão obras para serem expostas fora dos museus, levando cultura para os espaços públicos. O recurso é proveniente de uma emenda do deputado federal Ricardo Barros.

Presenças
A cerimônia de instalação do MAC Maringá contou ainda com a presença de ex-secretários de Cultura (Miguel Fernando, Chico Pinheiro e Victor Simião), políticos, representantes e demais autoridades.
A Big Band LuzAmor abriu o cerimonial sob regência do maestro Micael Tarsis, com repertório baseado na boa música.











