O mercado de emprego com carteira assinada em Maringá fechou os primeiros cinco meses de 2026 no azul, com geração de 2.976 novas vagas (1,78%). Este número resulta de 49.046 admissões e 46.070 desligamentos no período, conforme dados consultados pela reportagem no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Com estoque mensal de 170.467, a Cidade Canção tem no setor de serviços o grande responsável pelo desempenho positivo no ano até o momento. Conhecido também como setor terciário, é o ramo da economia que não produz bens físicos, mas oferece atividades, conhecimento, tempo ou mão de obra para atender às necessidades de pessoas e empresas. Ele é o maior gerador de empregos e riqueza na economia atual.
Assim, em Maringá serviços já criou 1.287 vagas de janeiro a maio deste ano. São 23.324 contratações e 22.037 desligamentos.
No segundo posto, figura a construção, com 775 novos postos gerados nos cinco meses iniciais de 2026 na Cidade Canção. O “top 4” fecha com a indústria, +569; e o comércio, +351.
Somente a agropecuária ficou no resultado negativo no ano, com perda de 6 vagas.
Maio
Em maio, último mês divulgado pelo Novo Caged, o mercado de trabalho formal maringaense gerou 154 novos empregos. É resultado de 8.875 contratações e 8.721 desligamentos. Desta vez, o “puxador” é a construção, com 158 postos. Em seguida, vem serviços, que gerou 128 vagas.
Na contramão da criação, as áreas do comércio, indústria e agropecuária terminaram maio no vermelho, perdendo 92, 41 e 1 postos, respectivamente.
Paraná
O Paraná criou 60.400 empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do Brasil no período, de acordo com os dados do Novo Cadastro. O resultado representa cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no País entre janeiro e maio.
No período, foram registradas 917.993 admissões e 857.593 desligamentos no Estado, saldo que coloca o Paraná atrás apenas de São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375) e Santa Catarina (61.658). A diferença para o terceiro colocado é de apenas 1.258 empregos.
O desempenho paranaense ganha ainda mais relevância diante do cenário regional. Enquanto a Região Sul fechou maio com saldo negativo de 4.109 vagas, influenciada pelos resultados do Rio Grande do Sul (-5.657) e de Santa Catarina (-662), o Paraná foi o único estado da região a encerrar o mês com geração positiva de empregos.
Os dados mostram que o Paraná manteve uma trajetória positiva ao longo do período. Somente em maio, o Estado registrou saldo de 2.210 novos empregos formais, mantendo a sequência de cinco meses consecutivos com mais admissões do que desligamentos. Em janeiro foram criadas 17.958 vagas, em fevereiro 22.698, em março 15.800, em abril 1.734 e, agora, mais 2.210 em maio.








