Gerando 3.271 novas vagas com carteira assinada, o município de Maringá fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo azul, conforme dados consultados pela reportagem do Novo Caged. A atualização do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados foi divulgada na tarde desta quarta-feira, 29 julho, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Esse saldo semestral da Cidade Canção é resultado de 58.082 contratações e 54.811 desligamentos, com variação percentual de 1,95% e estoque mensal de 170.762.
Ao longo de seis meses, o principal motor da economia maringaense foi o setor de serviços, com criação de 1.448 novos postos de trabalho formal. Em seguida, vem a construção, +890; a indústria, +586; e o comércio, +348. Somente a agropecuária perdeu empregos: -1.
Já no âmbito nacional, de janeiro a junho de 2026 foram criadas 921.645 novas vagas de emprego formal, com saldo positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 571.926 postos formais no semestre (+2,5%), especialmente nas atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, responsáveis por 208.737 empregos no primeiro semestre do ano.
A Construção gerou 168.962 postos de trabalho, crescimento de 5,73%, com maior expansão nas atividades de Obras de Infraestrutura (+64.793) e Construção de Edifícios (+60.552). A Indústria apresentou saldo de 143.442 postos (+1,6%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 40.853 novas vagas. O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando redução de 3.514 postos de trabalho no acumulado do ano.
Nas Unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (252.558), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos relativos, as maiores variações positivas ocorreram no Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).
Junho
Em junho, último mês acompanhado pelo Caged, o resultado para Maringá também foi positivo, com 227 novas vagas formais. É resultado de 8.894 admissões e 8.667 demissões.
À exceção do comércio, que fechou com -20 postos, os setores tiveram desempenho positivo, com destaque novamente para serviços, +130. Depois, vem a construção (+105), a indústria (+7) e a agropecuária (+5).
No país, o mercado formal de trabalho registrou, em junho, saldo de 145.161 postos de trabalho, acumulando, no primeiro semestre do ano, 921.645 novos empregos, o que representa crescimento de 1,96%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026), a ampliação do emprego chega a 963.921 novos postos de trabalho, crescimento de 2,1% no período. Com isso, o estoque de empregos no país alcançou 48.032.308 vínculos trabalhistas.
Os dados do Novo Caged mostram que o saldo foi positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês, com destaque para o setor de Serviços, que gerou 74.514 vagas, crescimento de 0,3%. Entre as atividades do setor, destacaram-se as atividades administrativas e os serviços complementares, responsáveis pela criação de 26.634 empregos no mês.
A Agropecuária também registrou saldo positivo, com aumento de 22.898 postos formais de trabalho (+1,2%), assim como o Comércio, que apresentou saldo de 19.177 postos (+0,2%), a Indústria, com saldo de 14.438 postos formais (+0,2%), e a Construção, com saldo de 14.136 empregos (+0,5%).
O emprego apresentou saldo positivo em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Os únicos estados que registraram redução foram Espírito Santo (-2.259), em razão da desmobilização das atividades ligadas ao café, e Tocantins (-115).
Dos postos de trabalho gerados, 77,3% podem ser considerados típicos e 22,7% não típicos, compostos majoritariamente por trabalhadores temporários (+12.658) e pessoas físicas inscritas no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF) (+9.435).








