Maringá agora conta com o Parque Inclusivo Catedral, o primeiro com brinquedos adaptados para crianças com deficiência, neurodivergentes e com mobilidade reduzida. O espaço foi entregue pela Secretaria da Pessoa com Deficiência (Seped) na Praça Vereador Malaquias de Abreu, uma área em que teve início a Associação Norte Paranaense de Reabilitação (ANPR) entre a Catedral, Câmara Municipal, ParCão e Instituto de Educação.
O investimento da prefeitura foi de R$ 40 mil, com recursos do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD). O Parque Inclusive tem seis brinquedos adaptados e inclusivos.
“É uma luta encontrar um brinquedo onde nossos filhos possam brincar com segurança. Ver este parque funcionando é a realização de um sonho para as famílias e uma conquista para todas as crianças com deficiência, que agora têm um espaço para brincar, conviver e interagir”, comenta Tatiane Alves da Silva, mãe de Cauã, que é cadeirante.
A proposta do parque foi apresentada à Seped por Eder Marcos Gonçalves de Sousa, marido de Tatiane e pai de Cauã. A ideia surgiu após a família conhecer um espaço semelhante em Curitiba. “Meu filho é tudo para mim. Ver a felicidade dele ao brincar é algo que não tem preço. Quando conhecemos aquele parque, procuramos o poder público para que Maringá também tivesse um espaço assim. É difícil traduzir o que sentimos. Ver nosso filho feliz é o que realmente importa para nós.”
A professora Lorena Ferreira Olímpio de Almeida destacou que a iniciativa representa um novo horizonte para as famílias. “Sou mãe de quatro filhos, e uma das minhas filhas tem deficiência motora. Poder vê-la brincar com as outras crianças, com segurança e autonomia, é algo muito especial. Hoje, ela não ficou apenas olhando. Ela participou, sorriu e fez parte da brincadeira. Para uma mãe, isso é inclusão acontecendo diante dos olhos.”
Após melhorias realizadas pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o espaço recebeu a instalação de gangorra, balanço frontal, balanço triplo, balanço duplo, carrossel para cadeirantes e escorregador de roletes. As estruturas foram pensadas para garantir segurança, acessibilidade e convivência entre crianças com e sem deficiência, estimulando o brincar coletivo, o respeito e a empatia desde a infância.
O prefeito Silvio Barros (PP) destacou que o espaço fortalece a convivência e contribui para a qualidade de vida da população. “O Parque Inclusivo vai promover o encontro entre gerações e entre pessoas com e sem deficiência. Também vai estimular a atividade física, ajudar a reduzir o estresse e ampliar o bem-estar dos maringaenses. A iniciativa integra as ações para tornar Maringá uma cidade mais acessível, humana e acolhedora. Ao criar espaços públicos preparados para todos, o município reforça que uma cidade boa para todos é aquela que cuida de cada pessoa”.

O secretário da Pessoa com Deficiência, Marcos Aurélio da Silva, ressaltou que as políticas públicas para pessoas com deficiência precisam ir além do assistencialismo. “Elas devem promover autonomia, dignidade, pertencimento e participação social. Em Maringá, ninguém fica de fora. O que antes era um vazio na paisagem agora se torna um símbolo vivo de que a inclusão é possível, concreta e urgente”, afirmou.
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