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Novas regras para publicidade de bets entram em vigor com proibição de promessa de ganhos fáceis

Por Agência Brasil
13 de julho de 2026

As plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, terão novas regras para divulgação de publicidade no Brasil a partir de 17 de julho de 2026. As medidas determinam a inclusão de alertas obrigatórios nas campanhas e restringem anúncios que apresentem apostas como forma de enriquecimento, investimento ou solução financeira.

As normas foram publicadas pelo Ministério da Fazenda e também por uma portaria conjunta envolvendo o Ministério da Fazenda, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O objetivo é ampliar a proteção dos consumidores e fortalecer a fiscalização sobre o setor de apostas.

Publicidade terá alertas obrigatórios sobre riscos

Todas as campanhas publicitárias de empresas autorizadas a operar no país deverão apresentar uma das mensagens de advertência definidas pelo governo:

  • “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Os avisos deverão aparecer de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do tamanho ou comprimento do anúncio.

O formato segue modelo semelhante ao utilizado em campanhas de produtos considerados de risco, como cigarros e bebidas alcoólicas.

Bets não poderão prometer enriquecimento rápido

As novas regras estabelecem diversas limitações para as campanhas das empresas de apostas. Entre as práticas proibidas estão anúncios que:

  • apresentem apostas como investimento ou fonte de renda;
  • sugiram ganho fácil ou enriquecimento rápido;
  • criem sensação de urgência para incentivar apostas imediatas;
  • divulguem prêmios e ganhos anteriores como estímulo ao público;
  • utilizem informações falsas ou enganosas;
  • tenham conteúdo sexual, discriminatório ou ofensivo;
  • sejam direcionados a crianças e adolescentes.

Também será proibido associar apostas ao sucesso pessoal, profissional, social ou financeiro, além de apresentar o jogo como prioridade na vida das pessoas.

Comentaristas esportivos não poderão recomendar apostas

As novas regras também afetam transmissões esportivas e programas de análise. Comentaristas, especialistas e analistas não poderão usar sua credibilidade para sugerir apostas específicas ou indicar estratégias capazes de influenciar decisões dos apostadores.

A medida impede que opiniões técnicas sobre partidas, jogadores ou mercados de apostas sejam utilizadas como incentivo direto ao jogo.

Segundo o governo, a intenção é evitar que análises esportivas funcionem como estímulo para apostas.

Empresas ilegais terão publicidade bloqueada

As normas também determinam que veículos de comunicação, plataformas digitais e agências de publicidade não poderão divulgar anúncios de casas de apostas sem autorização para atuar no Brasil.

O governo afirma que mantém uma política de maior rigor contra plataformas clandestinas e já realizou ações como bloqueio de sites irregulares e notificações a empresas envolvidas em movimentações financeiras suspeitas relacionadas a apostas ilegais.

Multas podem chegar a 20% do faturamento

Empresas autorizadas que descumprirem as regras poderão sofrer sanções administrativas, incluindo:

  • multas de até 20% do faturamento da operadora;
  • suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
  • cassação da licença em casos considerados graves ou de reincidência.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis por publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

As casas de apostas também poderão ser responsabilizadas por conteúdos divulgados por influenciadores contratados caso as campanhas violem as novas determinações.

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