Com 28% de cana-de-açúcar esmagado do total previsto para a safra 2022/23, 31,068 milhões de toneladas, a colheita de cana-de-açúcar nas unidades industriais produtoras de açúcar e etanol do Paraná vem ocorrendo ainda em ritmo mais lento, apesar de o período, de clima mais seco, ser favorável para a operação.
“A safra já deveria estar bem mais adiantada. Além de a maior parte das usinas ter começado a moagem na segunda quinzena de abril, com cerca de 45 dias em atraso ao período que normalmente começava, entre o final de fevereiro e início de março, houve um atraso no desenvolvimento e maturação da cana, devido à prolongada estiagem e às fortes geadas do ano passado, o que justifica o ritmo mais lento de colheita”, afirma o presidente da Alcopar, Miguel Tranin.
A moagem de cana realizada pelas usinas no Paraná na segunda quinzena do mês de junho foi de 1,915 milhão de toneladas, volume 20,9% menor do que o da mesma quinzena da safra passada, quando foram esmagadas 2,420 milhões de toneladas. No acumulado desta safra, a produção é de 8,766 milhões de toneladas, comparada com a produção da safra anterior de 12,514 milhões de toneladas, representa uma moagem 30% menor.
A produção de açúcar no acumulado da safra até o dia 1 de julho é de 505,305 mil toneladas, 44,1% a menos que na mesma data no ano passado, quando já tinham sido processadas 903,676 mil toneladas da commodity. No caso do etanol, foram industrializados até o período 287,559 milhões de litros, 34,8% a menos (440,811 milhões), sendo 138,218 milhões de litros de anidro, 22,1% a menos (177,329 milhões) e 149,341 milhões de litros de hidratado, 43,3% a menos (263,482 milhões).
Devido ao atraso na maturação da cana, a quantidade de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana nesta safra, 116,91 quilos, é 14,1% menor do que no mesmo período da safra passada, 136,11 quilos.

