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Maior parte das usinas no PR deve iniciar colheita em março da cana-de-açucar

Por Marly Aires
9 de março de 2021
AGRO. Comparando com as 33,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano safra 2019/20, o aumento foi de 0,4%. FOTO-DIVULGAÇÃO

AGRO. Comparando com as 33,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano safra 2019/20, o aumento foi de 0,4%. FOTO-DIVULGAÇÃO

Como tradicionalmente ocorre no Paraná, a colheita de cana-de-açúcar nas indústrias sucroenergéticas do Estado deve iniciar com ritmo forte no mês de março, com mais da metade das usinas e destilarias paranaenses entrando em operação no mês. A expectativa é de que quase um milhão de toneladas de cana a mais sejam moídas ainda na safra 2020/21, fechando a produção total com cerca de 34 milhões de toneladas de cana, estima o presidente da Alcopar, Miguel Tranin.

Como a colheita da safra 2021/22 só começa oficialmente a partir do dia 1 de abril, todo o volume de cana esmagado no período que antecede a data ainda será computado como da safra 2020/21. Praticamente todas as unidades paranaenses devem estar em funcionamento até o final do mês de abril.

Apesar da seca severa que castigou as lavouras do Centro-Sul como um todo, e do temor inicial de que a colheita só iniciaria em abril no Paraná, por falta de matéria prima para a tradicional retomada da colheita mais cedo, Tranin comenta que “as chuvas ocorridas no final do ano e em janeirorecuperaram e potencializaram o desenvolvimento das lavouras. E como as empresas sucroenergéticasfizeram a sua parte, investindo na renovação dos canaviais, temos cana para iniciar a safra mais cedo”, diz.

Em anos em que o clima ocorre sem sobressaltos é possível até mesmo antecipar ainda mais a colheita, com o Paraná dando início a operação já na segunda quinzena de fevereiro. Nos últimos anos, entretanto, a safra tem iniciado dentro dos prazos normais, em meados de março, por conta de sucessivas estiagens.

A moagem de cana, realizada pelas unidades produtoras no Estado, no acumulado desta safra até o final do ano passado, quando se iniciou o período de entressafra, foi de 33,3 milhões de toneladas. Comparando com as 33,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano safra 2019/20, o aumento foi de 0,4%. A entressafra é o período em que as usinas paralisam suas atividades para manutenção de suas máquinas agrícolas e da indústria.

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana, também no acumulado da safra 2020/21 ficou 0,8% abaixo do valor observado na safra 2019/20, totalizando 141,83 kg de ATR/t de cana, contra 142,99 kg ATR observados na safra passada. A produção de açúcar totalizou 2,571 milhões de toneladas até o final do ano passado e a de etanol 1,184 bilhão de litros, sendo 505,8 milhões de litros de anidro e 678,1 milhões de litros de hidratado.

Analistas apontam que a safra 2021/22, que se inicia em abril, poderá não ter as mesmas características da atual na região Centro-Sul. A oferta de cana pode ser menor, e a qualidade da matéria-prima não deverá atingir os patamares do ano passado. A seca afetou o desenvolvimento da cana, o que deverá reduzir a oferta da matéria-prima na região. Além disso, a aceleração dos preços dos grãos, principalmente os da soja e os do milho, vão ter efeito sobre a área de cana em toda região. “Este é um fator que deve pressionar principalmente as usinas localizadas em regiões de terras mais férteis, onde a concorrência com as lavouras de soja e milho é forte, o que nos preocupa”, afirma Tranin.

Para a próxima safra, estimativas feitas pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar)apontam para uma produção 4% menor, com moagem total de 575 milhões de toneladas na região Centro-Sul. No etanol, a queda deve ser de 5,2%, de 27 bilhões deste ciclo para 25,6 bilhões no próximo. Já o açúcar deve sofrer retração de 10%, dos atuais 38,2 para 34,2 milhões de toneladas. A seca prolongada e os efeitos do La Niña são os principais fatores que explicam estas projeções.

O cenário para o setor sucroenergético em 2021 deve ser bastante semelhante a do ano anterior na avaliação do presidente da Alcopar. “No Paraná, vamos ter um ano semelhante em termos de ganhos econômicos e resultados agronômicos”, diz. A estimativa da safra ainda está sendo levantada, e só em meados de maio é que será possível ter um número mais assertivo.

Neste primeiro momento, as unidades industriais do Paraná devem priorizar a produção de etanol, para atender a demanda do produto na entressafra. Também, como normalmente é um período mais chuvoso, a tendência é que a cana-de-açúcar concentre menos açúcar, sendo mais difícil obter o açúcar. Na safra como um todo, entretanto, o mix de produção no Paraná tende a ser mais açucareiro, como tradicionalmente ocorre.

Também, com o mercado de açúcar mais favorável, muitas usinas aproveitaram para comercializar de forma antecipada grande parte da produção da commodity em um percentual de fixações antecipadas da safra recorde e a preços remunerativos.

Destaques da semana

EXPORTAÇÕES DE SOJA – As exportaçõesbrasileiras de sojarecuaram 40% em fevereiro ante o mesmo mês de 2020, para 2,9 milhões de toneladas. Isso ocorre por conta do atraso na colheita causado pelo plantio tardio da safra 2020/21 em razão da estiagem, e do excesso de chuvas em janeiro, com pouca radiação solar, o que atrasou o andamento da safra.

BALANÇA COMERCIAL – Os dados da balança comercial do primeiro bimestre deste ano mostraram o quanto o agronegócio é dependente da soja. O menor volume de soja nos portos brasileiros fez com que as exportações totais da agropecuária recuassem para US$ 2,39 bilhões no ano, 11% menos do que em igual período de 2020.Com isso, a participação da agropecuária nas exportações, que foi de 15% no primeiro bimestre de 2020, recuou para 12,8% neste ano.

PESQUISA – O uso de soluções nutricionais naturais na dieta dos bovinos de corte pode ser um grande aliado no aumento da rentabilidade e da sustentabilidade desses animais. É o que aponta um estudo realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), pela doutoranda Aylle Medeiros Matos e sob a orientação do professor Ivanor Nunes do Prado. De acordo com a pesquisa, a utilização de ionóforo e aditivos naturais aumentaram o retorno ao produtor em aproximadamente 25% se comparado à dieta apenas com ionóforos.O uso do ionóforo é uma das estratégias, nas dietas dos bovinos, para evitar a acidose, distúrbio hormonal e metabólico, mas que também visa a melhora do desempenho animal e da eficiência alimentar.

COLHEITA. Analistas apontam perspectiva de um ano semelhante ao do ano passado em termos de resultados agronômicos

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