Em quase um mês, o preço médio dos combustíveis disparou em Maringá. A escalada ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio, após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Em resposta, o regime iraniano fechou o Estreito de Ormuz, onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Esse bloqueio tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões econômicas importantes em todo o mundo.
Os levantamentos semanais do Procon Maringá revelam que, na comparação entre as pesquisas de 27 de fevereiro (antes do ataque ao Irã) e 20 de março (divulgada hoje), o valor médio do litro da gasolina comum subiu 5,36%; já a gasolina aditivada, 4,93%; o etanol, 3,01%; o diesel S10, 27,44%; e o diesel S500, 27,68%.
Na pesquisa divulgada neste sexta-feira, 20 março, a gasolina comum tem preço médio de R$ 6,88 na Cidade Canção, sendo que o menor valor é de R$ 6,49, o maior, R$ 7,09, variação de 9,24%. No caso da gasolina aditivada, o motorista maringaense paga em média R$ 7,02, entre R$ 6,49 (menor) e R$ 7,29 (maior); diferença de 12,33%. No etanol, média de R$ 4,79, indo de R$ 4,29 a R$ 4,99; variação de 16,32%. O diesel S10 tem preço médio de R$ 7,71, com menor valor a R$ 7,19 e maior, R$ 7,99; variação de 11,13%. Por fim, o diesel S500 tem a mediana de R$ 7,38, com variação de R$ 6,98 a R$ 7,89; varia;ão de 13,04%.
O Procon Maringá realizou, no dia 20 de março de 2026, pesquisa dos preços dos combustíveis em 82 estabelecimentos da cidade, onde foram consultadas os preços de cinco combustíveis, sendo eles gasolina comum, gasolina aditivada, etanol comum, diesel s10 e diesel s500. Os preços considerados na pesquisa foram os informados na bomba de combustíveis para pagamento a vista, sem considerar qualquer programa de fidelidade/descontos, tendo em vista a variações dos programas e peculiaridades de cada estabelecimento.
Histórico recente
Em 27 de fevereiro, antes do conflito desencadeado no Oriente Médio, a valor médio dos combustíveis tinha essa configuração em Maringá, conforme pesquisa do órgão de defesa do consumidor: gasolina comum, R$ 6,53; gasolina aditivada, R$ 6,69; etanol, R$ 4,65; diesel S10, R$ 6,05; e diesel S500, R$ 5,78.
Em 6 de março, os valores ficaram assim em média: gasolina comum, R$ 6,56; gasolina aditivada, R$ 6,71; etanol, R$ 4,65; diesel S10, R$ 6,30; e diesel S500, R$ 6,10.
Dia 13 de março: gasolina comum, R$ 6,78; gasolina aditivada, R$ 6,93; etanol, R$ 4,74; diesel S10, R$ 7,29; e diesel S500, R$ 7,07.
E 20 de março: gasolina comum, R$ 6,88; gasolina aditivada, R$ 7,02; etanol, R$ 4,79; diesel S10, R$ 7,71; e diesel S500, R$ 7,38.
Fiscalização
O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos.
Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.
No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos.
O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Omuz.
Entenda
O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques militares dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o país persa iniciada em 28 de fevereiro. O governo iraniano tem informado que a passagem segue fechada para EUA, Israel e seus aliados, o que inclui os países europeus. As principais potências europeias têm apoiado politicamente os ataques ao Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra.










