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Inflação chega a 1,38% nos últimos 12 meses em Maringá

Por Cristiano Monteiro Martinez
24 de dezembro de 2025
“Vilão” na Cidade Canção é a abobrinha, com aumento de 50,40%, entre dezembro/2024 e novembro/2025 (Crédito: Ilustrativa/EBC)

“Vilão” na Cidade Canção é a abobrinha, com aumento de 50,40%, entre dezembro/2024 e novembro/2025 (Crédito: Ilustrativa/EBC)

A inflação em Maringá registrou alta de 1,38% no acumulado dos últimos 12 meses, conforme dados do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas). Nesse período, o cenário regional ficou assim: em Pato Branco, 2,18%; Cascavel, 1,96%; Foz do Iguaçu, 1,94%; Umuarama, 1,64%; Curitiba, 1,17%; Ponta Grossa, 1,05%; Guarapuava, 2,56%; e Londrina, 0,93%.

O “vilão” na Cidade Canção é a abobrinha, com aumento de 50,40%, entre dezembro/2024 e novembro/2025; mesmo caso de Londrina, +54,89%. Ainda no cenário maringaense, o café em pó subiu 40,06%; seguido de cenoura (25,72%), manga (23,77%), e banana-caturra (20,74%).

Já o café permanece como o produto com maior a alta acumulada em 12 meses nos municípios de Guarapuava (48,16%), Pato Branco (47,06%), Cascavel (46,14%), Foz do Iguaçu (45,47%), Umuarama (43,30%) e Ponta Grossa (43,21%). Enquanto em Curitiba o maior registro de alta foi a da cenoura (43,80%).

Em contrapartida, a batata-inglesa apresentou retração de 49,41% em Curitiba, de 49,25% em Londrina, de 48,06% em Ponta Grossa, de 45,60% em Maringá, de 45,25% em Umuarama, de 44,77% em Cascavel, de 43,99% em Foz do Iguaçu e Guarapuava e de 40,57% em Pato Branco.
No caso maringaense, a laranja-pera caiu 40,61%, seguido de arroz parboilizado (-38,76%) e feijão preto (-32,48%).

De dezembro/2024 a novembro/2025, o subgrupo bebidas e infusões registrou acréscimo de 13,26% em Guarapuava, de 13,11% em Cascavel, de 13,04% em Foz do Iguaçu, de 12,36% em Ponta Grossa, de 11,71% em Londrina, de 11,70% em Curitiba, de 11,53% em Umuarama, de 11,41% em Maringá e de 10,56% em Pato Branco.

Por outro lado, o subgrupo cereais apresentou queda de 30,68% em Ponta Grossa, de 29,17% em Cascavel, de 29,15% em Foz do Iguaçu, de 28,70% em Pato Branco, de 27,23% em Guarapuava, de 26,59% em Curitiba, de 26,56% em Umuarama, de 24,65% em Londrina e de 24,61% em Maringá.

Novembro
Em novembro, a queda do IPR espalhou-se por todos os municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Cascavel (-1,64%), acompanhada por Maringá (-1,62%), Foz do Iguaçu (-1,47%), Curitiba (-1,38%), Guarapuava e Ponta Grossa (-1,28%), Londrina (-1,25%), Umuarama (-1,05%) e Pato Branco (-0,99%).

O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou quedas de 17,18% em Cascavel, de 16,56% em Curitiba, de 16,19% em Maringá, de 15,43% em Foz do Iguaçu, de 14,72% em Pato Branco, de 13,73% em Ponta Grossa, de 13,54% em Guarapuava, de 13,25% em Londrina e de 9,89% em Umuarama.

Destaca-se, nesse subgrupo, o tomate que caiu 37,07% em Cascavel, 35,72% em Maringá, 35,11% em Curitiba, 34,35% em Foz do Iguaçu, 33,17% em Pato Branco, 28,37% em Guarapuava, 28,09% em Londrina, 27,79% em Ponta Grossa e 21,30% em Umuarama.

Em sentido inverso, a carne suína registrou alta de 2,04% em Maringá e de 1,61% em Cascavel, enquanto óleo e gorduras sofreram reajustes de 2,49% em Foz do Iguaçu, de 1,86% e Guarapuava e de 1,81% em Umuarama. Em Pato Branco e em Curitiba o destaque foram os aumentos em frutas, 4,14% e 3,31%, respectivamente. Já em Londrina o subgrupo com maior variação de alta foi hortaliças, 2,59% e em Ponta Grossa foram os pescados, 1,93%.

Por sua vez, a alta local de cada um dos produtos pesquisados é diversificada. Em Cascavel, o item com maior variação foi a costela suína, 5,85%; em Curitiba e em Foz do Iguaçu, foi a banana caturra, 12,76% e 9,83%, respectivamente; em Guarapuava, destacou a linguiça calabresa (13,98%); em Londrina, a banana-prata, (11,63%); em Maringá, a cebola (7,23%), em Pato Branco, o mamão (9,98%); enquanto em Ponta Grossa e Umuarama foi o whisky com variação de 11,29% e 28,15%, respectivamente.

A produtividade de tomate, abobrinha e pepino foi favoravelmente impactada pela elevação da temperatura, fator que contribuiu para o amadurecimento desses frutos, resultando em ampliação da disponibilidade ao consumidor com a consequente retração dos preços. No mesmo sentido, o preço do leite foi reflexo da expansão da oferta que derivou de investimentos realizados por produtores aliado ao clima favorável, acarretando em maior captação de leite.

Por outro lado, observou-se aumentos de 5,05% em banana-caturra, de 4,67% em cebola, 4,09% em maça e de 3,62% em óleo de soja. Esses reajustes se devem a menores volumes ofertados por conta de transição de safras das frutas e do bulbo e pela demanda aquecida por óleo de soja.

Tags: InflaçãoIpardesIPR - Alimentos e BebidasMaringáPreços

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