Sob pressão dos preços da cenoura (43,93%), repolho (30,88%), tomate (29,99%), mamão (28,60%) e cebola (28,18%), a inflação em Maringá subiu em março. Segundo o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), a alta bateu a marca de 2,69%, após quedas nos meses anteriores.
Isso também no Estado, com aceleração de 2,54%, e nas cidades pesquisadas: em Pato Branco, o índice mensal foi de 2,94%; seguido por Foz do Iguaçu, 2,85%; Curitiba, 2,80%; Ponta Grossa, 2,63%; Cascavel, 2,60%; Londrina, 2,31%; Guarapuava, 2,20%; e Umuarama 1,83%.
Segundo o Ipardes, mais da metade desse resultado no Paraná foi influenciado por leite e derivados com impacto de 1,05 pontos percentuais (p.p.) sobre o resultado final. Com isso, a redução do índice acumulado em 12 meses perdeu intensidade, registrando queda de -0,52% frente à retração de 1,57% do período anterior.
Em termos de variação mensal, o subgrupo tubérculos, raízes e legumes aumentou 20,82% e leite e derivados registrou elevação de 8,07%. No outro extremo, as carnes de aves e de suínos caíram 1,28% e 1,55%, respectivamente.
Dentre os itens pesquisados destacam-se os reajustes de 38,95% em repolho, de 33,90% em cenoura, de 30,26% em tomate, de 29,15% em cebola, de 16,35% em abobrinha e de 16,05% em leite integral. Por outro lado, registraram-se quedas em maçã (-11,45%), alho (-3,73%), azeite de oliva (-3,22%), banana-prata (-2,84%), pernil (-1,97%), lombo e paleta suína (-1,96%), frango inteiro (-1,83%) e peito de frango (-1,78%).
“As temperaturas mais quentes anteciparam a maturação do tomate, contribuindo para a desaceleração da safra nos últimos meses do verão, reduzindo a disponibilidade do fruto nos supermercados. No caso do leite, a entressafra da pastagem e o aumento de custos interferiram nos preços finais ao consumidor”, diz o relatório do Ipardes.
Ademais, no mês atual observou-se uma maior dispersão do aumento de preços entre os produtos que compõe o IPR. Dos 91 itens pesquisados 60 apresentaram reajustes, cenário impulsionado pela disparada dos preços dos combustíveis que alteraram o custo do transporte.
No que tange ao índice acumulado em 12 meses constatou-se a influência, em pontos percentuais, dos subgrupos cereais (-0,97 p.p.), leite e derivados (-0,62 p.p.) e frutas (-0,55 p.p.). Entre os cereais destacam-se as variações de -33,27% em arroz parboilizado, de -29,84% em arroz branco e de -16,00% em feijão preto.
Panorama regional
O comportamento estadual do IPR refletiu a alta registrada em todos os municípios pesquisados, em março. Em Pato Branco o índice mensal foi de 2,94%, seguido por Foz do Iguaçu, 2,85%, Curitiba, 2,80%, Maringá, 2,69%, Ponta Grossa, 2,63%, Cascavel, 2,60%, Londrina, 2,31%, Guarapuava, 2,20% e Umuarama 1,83%.
O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou reajustes de 26,52% em Cascavel, de 26,39% em Curitiba, de 23,24% em Pato Branco, de 21,10% em Ponta Grossa, de 20,50% em Londrina, de 20,46% em Maringá, de 20,32% em Foz do Iguaçu, de 15,02% em Guarapuava e de 14,49% em Umuarama.
Aqui, destaca-se a presença do repolho que figurou entre os principais aumentos com variação de 54,48% em Foz do Iguaçu, de 51,35% em Ponta Grossa, de 45,26% em Londrina, de 43,13% em Curitiba, de 36,89% em Umuarama, de 34,01% em Cascavel, de 31,08% em Guarapuava, de 30,88% em Maringá e de 26,24% em Pato Branco.
Por outro lado, os cortes de aves registraram queda em Londrina (-2,79%), Guarapuava (-2,56%), Maringá (-2,11%), Ponta Grossa (-1,90%), Curitiba (-1,60%) e Umuarama (-1,03%). Já a carne suína caiu 0,37% em Cascavel e 0,48% em Pato Branco.










