Representando apenas 0,13% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) no Paraná, o segmento da floricultura ainda não se compara à produção de grãos, cerais e proteínas animais. São R$ 271,0 milhões, frente aos R$ 212,6 bilhões do indicador no estado, nos dados de 2025. Mesmo assim, em relação ao ano anterior, houve um acréscimo de 0,9%, quando os valores deflacionados foram de R$ 268,5 milhões em 2024, informa o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral).
Os gramados com valores de R$ 162,9 milhões (60,1%) e as plantas perenes ornamentais gerando R$ 32,5 milhões (12,0%) representaram 72,1% do VBP dos produtos do segmento, já as orquídeas (R$ 20,1 milhões) e os crisântemos (R$ 13,8 milhões) participaram com 7,4% e 5,1% do total financeiro, em sequência.
Associadas as espécies elencadas acima, a Flor do Deserto com R$ 5,8 milhões e 2,1% do montante e as mudas para arborização, em parcela de 1,9% e R$ 5,2 milhões, somam 90,9% do VBP total dos produtos da floricultura paranaense. Outras 35 espécies complementam a análise.
Em valores brutos de R$ 58,1 milhões, a floricultura propriamente dita abrange 31 espécies e participa com 21,5% dos valores brutos gerados no campo.
Os Núcleos Regionais (NR) de Curitiba e Maringá agregam 56,2% dos valores obtidos, que somados aos NRs de Londrina (10,7%), Toledo (10,4%) e Cascavel (8,0%) somam 85,3% do VBP da floricultura no estado, sendo a distribuição espacial da produção conectada a espécies específicas.
Sob a perspectiva local, os municípios de Marialva, São José dos Pinhais, Mandaguari, Agudos do Sul e Sertanópolis, com 15,2%, 9,2%, 5,2%, 4,7% e 3,8%, respectivamente, abrangem 38,1% dos valores brutos obtidos pelo segmento no Paraná. Outros 94 municípios exploram a atividade no Estado.








