No acumulado de 2026, o mercado de emprego formal em Maringá já realizou 76.561 contratações e 73.197 desligamentos. Com isso, o saldo até o momento é de 3.364 novas vagas com carteira assinada, o que representa uma variação de 2,01% e estoque mensal de 170.855. É o que revelam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O Caged constitui fonte de informação do mercado de trabalho de âmbito nacional e de periodicidade mensal. Foi criado como instrumento de acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos pela CLT, com o objetivo de assistir os desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego. A partir de 1986, passou a ser utilizado como suporte ao pagamento do seguro-desemprego e, mais recentemente, tornou-se, também, um relevante instrumento à reciclagem profissional e à recolocação do trabalhador no mercado de trabalho.
Na consulta da reportagem à base de dados, o setor de serviços puxou a geração de empregos no ano na Cidade Canção. De janeiro a agosto, esse setor terciário, que é a área da economia que engloba todas as atividades voltadas à prestação de serviços e ao comércio, criou sozinho 1.710 novos postos, pois o número de admissões (36.663) ficou acima das demissões (34.953) no período.
Na segunda posição, figura a construção, que é o ramo da economia dedicado ao planeamento, projeção, execução, manutenção e restauro de edifícios e infraestruturas. Gerou 1.028 empregos no acumulado do ano em Maringá; ou seja, 7.350 contratações e 6.322 demissões.
Logo atrás, mais dois setores ficaram no azul ao longo desses oito meses do ano: indústria, com 431 novas vagas; e comércio, +198. Somente a agropecuária teve saldo abaixo, -3.
O cenário maringaense não é muito diferente do nacional. O crescimento foi verificado em todos os setores da economia brasileira, sendo mais forte no setor de Serviços, com 697.859 postos e crescimento de 3,05%; na Construção, com 200.431 postos e crescimento de 6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%), e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Considerando a geração de empregos no acumulado de 2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados.

Agosto
Em agosto deste ano, Maringá gerou 170 novas vagas de emprego com carteira assinada, conforme o Caged. O número resulta de 9.163 admissões e 8.993 desligamentos.
Os principais motores do mercado de trabalho maringaense foram construção e serviços, que geram 86 e 80 novos postos nesse período, respectivamente. Em seguida, figura o comércio, +21. Na outra ponta, a indústria perdeu 12 postos e a agropecuária, 5.
Já o mercado formal de trabalho nacional apresentou, em agosto, saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho, resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de 1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de 2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos formais de trabalho (+3,05%), seguido pela Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco grandes grupamentos, com destaque para o setor de Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24 estados, com destaque, em valores absolutos, para São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os maiores crescimentos foram registrados na Paraíba (+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte (+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e aprendizes (+17.637).
UF
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).








