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Ampliação: China continua comprometida em permitir que mercado desempenhe papel decisivo na determinação da taxa de câmbio, diz banco central

Por Agência XINHUA
8 de outubro de 2026

Beijing, 9 out (Xinhua) — A China continua comprometida em permitir que as forças de mercado desempenhem um papel decisivo na determinação da taxa de câmbio do RMB, disse o banco central do país nesta quinta-feira.

O Banco Popular da China (BPC) destacou em um comunicado, que expõe sua visão sobre a taxa de câmbio do RMB, que o país adota um regime de taxa de câmbio de flutuação administrada, baseado na oferta e na demanda do mercado, tomando como referência uma cesta de moedas.

O RMB tem oscilado em ambas as direções desde a reforma do regime cambial do país em 2005, disse o banco central.

Em termos bilaterais, o RMB se valorizou em relação ao dólar americano, passando de 8,27 por dólar em julho de 2005, quando a reforma foi lançada, para cerca de 6,7 por dólar recentemente, registrando uma valorização acumulada de 23%.

Em termos multilaterais, a taxa de câmbio efetiva nominal do RMB, calculada pelo Banco de Compensações Internacionais, valorizou-se em mais de 50% desde a reforma do regime cambial em 2005, enquanto sua taxa de câmbio efetiva real subiu 35%, de acordo com o BPC.

Desde 2025, o RMB se valorizou cerca de 9% em relação ao dólar. Em particular, enquanto as moedas não ligadas ao dólar se desvalorizaram de maneira generalizada em meio à alta do índice do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro desde 2026, o RMB ampliou sua tendência de alta em relação ao dólar.

“A China não tem necessidade nem intenção de obter vantagens competitivas por meio da desvalorização da moeda, nem jamais recorreu à desvalorização competitiva”, observou o banco central.

O crescimento do comércio da China é impulsionado por sua crescente competitividade industrial no mercado global, acrescentou o banco central.

A dinâmica das taxas de câmbio é impulsionada por uma série de fatores, incluindo crescimento econômico, política monetária, mercado financeiro, geopolítica e choques repentinos, disse o BPC, acrescentando que não há uma relação direta entre a taxa de câmbio e a conta corrente.

Com relação aos desequilíbrios econômicos globais, o BPC afirmou no comunicado que eles estão profundamente interligados às mudanças na divisão global do trabalho, às falhas inerentes ao sistema monetário internacional e aos déficits fiscais persistentemente elevados e ao alto nível de consumo em alguns países.

Segundo o banco central, lidar com os desequilíbrios globais exige ações coletivas de todas as partes interessadas.

“Atribuir o declínio da competitividade industrial, o enfraquecimento da disciplina fiscal e as complexas questões estruturais de um país simplesmente às taxas de câmbio de outros países nada mais é do que transferir a responsabilidade pelo ajuste para terceiros e se esquivar da prestação de contas”, disse o banco central.

Ao longo dos anos, vários modelos para avaliar a taxa de câmbio de equilíbrio surgiram a partir de estudos acadêmicos. Observando que não existe uma metodologia bem estabelecida para avaliar o nível de equilíbrio das taxas de câmbio internacionalmente, o banco central disse que “portanto, citar resultados de avaliações idiossincráticas como ‘evidência oficial’ da subvalorização do RMB é uma interpretação equivocada e um uso indevido desses resultados”.

O banco central ressaltou que a China há muito tempo contribui para o reequilíbrio econômico global. Durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a China manterá o rumo na transformação de seu modelo de crescimento econômico, expandirá a demanda interna, melhorará o ambiente de negócios, aprofundará a abertura de alto padrão e buscará uma economia global mais aberta, inclusiva e equilibrada, afirmou o banco.

Lu Lei, vice-presidente do BPC, disse em setembro que a China adota um regime de câmbio flutuante controlado, permitindo que as forças de mercado desempenhem um papel decisivo na determinação da taxa de câmbio, ao mesmo tempo que se protege contra o comportamento de manada e os efeitos auto-reforçadores de expectativas irracionais.

Nos últimos anos, à medida que a estrutura de exportação da China passou por uma transformação e modernização, as empresas fortaleceram seu poder de fixação de preços e suas capacidades de gestão de risco cambial, reduzindo significativamente a sensibilidade do comércio chinês às variações cambiais, disse Lu.

Ao mesmo tempo, as empresas de comércio exterior têm utilizado cada vez mais instrumentos de hedge cambial, enquanto a participação do RMB nas liquidações comerciais tem continuado a aumentar, reduzindo ainda mais a sensibilidade do comércio às flutuações cambiais, acrescentou Lu.

Guan Tao, economista-chefe da Huafu Securities, apontou que atualmente estão em jogo fatores que favorecem tanto a valorização quanto a desvalorização do RMB.

No curto prazo, os fatores que favorecem um RMB mais forte levam vantagem. No longo prazo, as flutuações bidirecionais na taxa de câmbio do RMB continuam sendo a norma, observou Guan. Fim

Tags: ampliaçãobancocâmbioCentralChinacomprometidacontinuadecisivodesempenheDETERMINAÇÃOdizMercadopapelpermitirTaxa

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