O governo brasileiro anunciou investimentos de R$ 235,8 milhões para ações de conservação, restauração florestal e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Os recursos deverão financiar projetos voltados à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento de comunidades que vivem na região.
A iniciativa prevê a recuperação de mais de 10 mil hectares de áreas amazônicas e reúne recursos de diferentes mecanismos de financiamento ambiental.
Recursos serão destinados a Mato Grosso e Pará
Os investimentos serão direcionados a projetos nos estados de Mato Grosso e Pará, dentro da região amazônica.
Os recursos têm origem no Fundo Amazônia, no Fundo Clima e no programa Floresta Viva. A aplicação será realizada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que participará do financiamento das iniciativas.
As ações deverão combinar recuperação ambiental com medidas destinadas a ampliar as oportunidades econômicas para as populações locais.
Restauração florestal será associada ao desenvolvimento local
A proposta apresentada pelo governo considera a conservação da floresta em conjunto com as necessidades das comunidades que vivem na Amazônia.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a preservação da floresta depende também do fortalecimento das pessoas e organizações que atuam diretamente no território.
Segundo ele, os projetos buscam criar condições para que a conservação ambiental esteja associada à geração de renda, produção de alimentos e maior autonomia para as famílias.
A estratégia pretende ampliar a participação das comunidades nas iniciativas de restauração e conservação.
Diferentes fontes de financiamento serão utilizadas
Os investimentos anunciados fazem parte de uma estratégia que utiliza diferentes mecanismos financeiros para apoiar uma nova economia baseada na conservação da floresta.
Uma parcela dos recursos será destinada diretamente às comunidades, enquanto outros investimentos serão realizados em parceria com organizações e instituições responsáveis pela recuperação de áreas degradadas.
Também estão previstos financiamentos de longo prazo para projetos que possam transformar a restauração florestal em uma atividade econômica sustentável.
BNDES destaca geração de empregos e renda
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a preservação ambiental pode estar associada à criação de oportunidades econômicas na região.
A estratégia busca ampliar atividades capazes de gerar empregos e renda sem depender da destruição da cobertura florestal.
Nesse modelo, a restauração deixa de ser vista apenas como uma ação ambiental e passa a integrar uma agenda de desenvolvimento econômico para as populações amazônicas.
Anúncio ocorreu no Dia da Amazônia
Os investimentos foram anunciados durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, em referência ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
A data serviu como ocasião para apresentar novas iniciativas voltadas à conservação do bioma e ao desenvolvimento de atividades econômicas associadas à floresta.
O governo pretende utilizar os mecanismos de financiamento ambiental para ampliar a escala dos projetos de restauração e fortalecer iniciativas conduzidas na própria região.
Brasil busca zerar o desmatamento até 2030
O Brasil abriga aproximadamente 60% da floresta amazônica, considerada uma das regiões de maior biodiversidade do planeta.
O país estabeleceu como meta alcançar o desmatamento zero na Amazônia até 2030.
Além de sua importância para a biodiversidade, a floresta exerce papel relevante na regulação da umidade e da temperatura do planeta.
Nesse contexto, a recuperação de áreas degradadas e a redução do desmatamento são apresentadas como componentes importantes da estratégia brasileira para proteger o bioma e, simultaneamente, criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável para as comunidades amazônicas.








