Beijing, 12 out (Xinhua) — A China intensificou a cooperação internacional em medicina tradicional chinesa para beneficiar mais pessoas em todo o mundo, com um próximo evento global permitindo a exploração contínua do potencial da medicina tradicional para salvaguardar a saúde global, segundo uma reportagem do jornal China Daily.
O vice-diretor da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa (NATCM, em inglês), Huang Luqi, explicou que a medicina tradicional chinesa já se expandiu a 196 países e regiões em todo o mundo, e a China assinou acordos de cooperação em medicina tradicional chinesa com quase 50 governos estrangeiros, autoridades regionais e organizações internacionais.
A China também estabeleceu 30 centros de medicina tradicional chinesa de alta qualidade no exterior e 31 instalações de exportação de serviços de medicina tradicional chinesa de nível nacional para realizar serviços médicos, treinamento de pessoal, pesquisa científica e intercâmbios culturais, e enviou cinco equipes de ajuda ao Camboja para fornecer serviços de medicina tradicional chinesa para a população local.
“Também trabalhamos com países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota para fortalecer pesquisa e desenvolvimento conjuntos de recursos medicinais, para que a cooperação internacional em medicina tradicional chinesa se adapte melhor às necessidades de saúde de outros países e beneficie mais residentes locais”, disse Huang.
Huang enfatizou que a China tem desempenhado um papel ativo na promoção global de medicinas tradicionais, formulando normas e padrões globais relevantes e fornecendo plataformas de comunicação.
Uma das próximas plataformas para este tipo de intercâmbio é a Conferência Mundial sobre Medicina Tradicional 2026, que acontecerá em Beijing nos dias 17 e 18 de outubro, disse Huang, copresidente do grupo organizador do evento.
O tema da conferência deste ano é “Empoderamento tecnológico e desenvolvimento integrado: promovendo a medicina tradicional para todos”, dizem os organizadores.
“Até o momento, a conferência convidou 92 especialistas e acadêmicos estrangeiros e 62 nacionais para apresentar relatórios acadêmicos, com palestrantes internacionais representando 60% do total”, disse Huang.
Durante a conferência se discutirá uma série de temas, incluindo a integração da medicina tradicional aos sistemas de saúde internacionais convencionais, a promoção de cuidados primários de saúde, a promoção do desenvolvimento baseado na evidência da medicina tradicional, a educação e o treinamento, a qualidade das ervas medicinais, a regulação de medicamentos e a inteligência artificial (IA), de acordo com Huang.
Em dezembro de 2024, a Conferência Mundial sobre Medicina Tradicional realizou a sua sessão inaugural em Beijing, fornecendo uma plataforma para melhorar o acesso global à medicina tradicional e complementar e facilitar a sua integração aos sistemas de saúde de todo o mundo.
Qin Huaijin, secretário-geral da Conferência Mundial sobre Medicina Tradicional, disse que a conferência deste ano destacará o papel da IA e outras tecnologias emergentes para incentivar a transmissão e a inovação das medicinas tradicionais, assim como o papel das medicinas tradicionais na abordagem dos desafios globais de saúde, tais como doenças crônicas e doenças infecciosas agudas.
O evento também produzirá um relatório sobre o desenvolvimento da medicina tradicional impulsionado pela IA e uma iniciativa sobre a proteção e o uso sustentável dos recursos das plantas medicinais tradicionais, acrescentou Qin. Fim

