O governo da China criticou nesta quarta-feira (5) a iniciativa das autoridades de Taiwan, lideradas pelo Partido Progressista Democrata (PPD), de buscar a dissolução de um partido favorável à reunificação com o continente. Segundo Pequim, a medida representa uma tentativa de restringir a oposição política e ampliar a pressão sobre grupos com posicionamentos divergentes.
A manifestação foi feita por Chen Binhua, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, em resposta a questionamentos da imprensa sobre a decisão envolvendo o Partido para a Promoção da Unificação Chinesa, organização que defende a aproximação e a reunificação entre Taiwan e a China continental.
De acordo com o porta-voz, apoiar a reunificação e se opor à independência de Taiwan é uma posição considerada legítima pelo governo chinês e compatível com os interesses nacionais defendidos por Pequim.
Chen afirmou ainda que a iniciativa das autoridades taiwanesas seria motivada por uma agenda favorável à independência da ilha e acusou o governo do PPD de utilizar instrumentos políticos para restringir vozes contrárias às suas posições.
O representante também conclamou diferentes setores da sociedade de Taiwan a, segundo ele, reconhecerem o que classificou como uma política de abuso de poder e de manipulação política por parte das autoridades locais.
A questão envolvendo Taiwan continua sendo um dos principais pontos de tensão nas relações entre Pequim e Taipei. A China considera a ilha parte de seu território e defende a reunificação, enquanto o governo taiwanês mantém sua administração autônoma e rejeita a soberania exercida por Pequim sobre o território.







