Beijing, 11 out (Xinhua) — O líder de Taiwan, Lai Ching-te, reiterou sua agenda separatista e alimentou as tensões entre os dois lados do Estreito em um discurso em Taipei no sábado, usando uma retórica cuidadosamente elaborada para enganar o público de Taiwan e influenciar a opinião internacional.
Mais uma vez, ele invocou a “democracia” para criar sensacionalismo da chamada “ameaça da parte continental” e promover uma narrativa falsa de “democracia versus autoritarismo”. Essa retórica busca explorar o conceito de democracia para justificar o separatismo.
A questão de Taiwan teve origem em uma guerra civil travada entre as forças lideradas pelo Partido Comunista da China (PCCh) e pelo Kuomintang (KMT) há cerca de oito décadas. Em 1949, o KMT derrotado recuou para Taiwan, enquanto a República Popular da China foi fundada sob a liderança do PCCh.
A guerra civil não resolvida e a interferência estrangeira deixaram os dois lados do Estreito de Taiwan em um prolongado estado de confrontação política. No entanto, o fato de Taiwan ser uma parte inalienável do território da China nunca mudou.
Tanto a história quanto a realidade deixam claro que o futuro de Taiwan deve ser decidido conjuntamente por todo o povo chinês, incluindo os compatriotas taiwaneses. Diferenças nos sistemas políticos não são obstáculo à reunificação da China nem desculpa para a divisão do país.
Lai disse que “nunca permitiria a distorção da história da Segunda Guerra Mundial”. No entanto, suas próprias palavras distorcem repetidamente a história e minam os resultados da Segunda Guerra Mundial.
Lai recusou-se a dizer uma palavra sobre a vitória da China na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e o fato histórico de que Taiwan foi restaurada à China após ser libertada do domínio colonial japonês. Em vez disso, ele usou o termo “o fim da guerra”, preferido pelas forças de direita japonesas, em referência à derrota do Japão na guerra.
O discurso de Lai também contém declarações que atiçam o confronto através do Estreito, em vez de promover a reconciliação. Ele prometeu continuar as reformas militares, fortalecer as capacidades de guerra assimétricas e aumentar os gastos militares, enquanto afirma que essas medidas tem como objetivo de deter qualquer guerra, e não de provocá-la.
Mas tal retórica não consegue esconder sua verdadeira face: sabotador da paz, criador de crises e instigador de guerra.
O agravamento das relações através do Estreito desde que o Partido Progressista Democrata, de mentalidade separatista, chegou ao poder em 2016, demonstra que os movimentos separatistas em busca da “independência de Taiwan” representam a maior ameaça à paz e estabilidade através do Estreito.
Desde que assumiu o cargo, Lai estabeleceu o chamado Comitê de Resiliência de Defesa de Toda a Sociedade, realizou constantemente exercícios militares e exercícios integrados civis-militares, designou diversas instalações civis como supostos centros de resposta em tempo de guerra, expandiu os gastos militares e aumentou a compra de armas de fontes externas. Essas medidas aumentaram as tensões entre os dois lados do Estreito e expuseram Taiwan a riscos de segurança maiores.
A teimosa adesão de Lai ao separatismo vai contra as aspirações do povo de Taiwan por paz, desenvolvimento e intercâmbios e cooperação entre os dois lados do Estreito. Também desconsidera os interesses mais amplos da nação chinesa. Não importa como ele enrole sua retórica ou disfarce suas intenções, a agenda separatista por trás de suas palavras permanece evidente.
A reunificação é uma tendência histórica inevitável. Tentativas de buscar a “independência de Taiwan”, inclusive por meios militares, não levam a lugar algum. Pessoas de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham interesses fundamentais de paz, estabilidade e desenvolvimento.
As pessoas em Taiwan devem se juntar aos seus compatriotas chineses na parte continental para se opor ao separatismo, defender a paz e a estabilidade no Estreito e promover a causa da reunificação nacional.

