Beijing, 12 out (Xinhua) — O consenso alcançado entre a China e a União Europeia (UE) sobre o comércio de veículos híbridos e elétricos ajudou a evitar a escalada de atritos comerciais, apontou nesta segunda-feira um porta-voz do Ministério do Comércio da China.
O porta-voz fez essas declarações em resposta às especulações de alguns meios de comunicação estrangeiros sobre os detalhes dos arranjos de comércio, particularmente aqueles relativos aos veículos híbridos, após a última reunião do mecanismo de consulta sobre comércio e investimento entre a China e a UE, realizada em Beijing.
O porta-voz disse que a China e a UE mantiveram um diálogo contínuo no âmbito do mecanismo e chegaram a um consenso sobre uma série de resultados, ajudando a manter uma relação estável e equilibrada entre esses dois importantes parceiros comerciais.
Guiadas pelos princípios de respeito mútuo e consulta equitativa, as duas partes mantiveram negociações intensas sobre o comércio de veículos híbridos e elétricos, abordando as diferenças econômicas e comerciais e as preocupações de cada uma de maneira equilibrada, observou o porta-voz.
No que diz respeito aos veículos híbridos, as duas partes enfatizaram e confirmaram três princípios básicos: respeito aos fatos, não discriminação e cumprimento das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Citando dados do Eurostat, o porta-voz disse que a UE importou 107 mil veículos híbridos da China em 2024 e 302 mil em 2025.
Com base no nível de 2025, as duas partes chegaram a um acordo que permite novos aumentos, garantindo espaço para que as empresas chinesas mantenham as exportações e alcancem um crescimento estável, ao mesmo tempo que levam em conta as preocupações legítimas dos setores de ambos os lados com base nas condições reais, disse o porta-voz.
Sob o princípio da não discriminação, nenhuma medida terá como alvo específico produtos chineses, muito menos discriminará empresas chinesas. A cota atribuída à China não será inferior à concedida pela UE a qualquer outra fonte de importações, segundo o porta-voz.
As duas partes também confirmaram que o acordo comercial deve estar em conformidade com as regras da OMC. A China mantém todos os seus direitos no quadro da OMC, incluindo o direito de recorrer à resolução de controvérsias e buscar compensação comercial, disse o porta-voz.
Com relação aos veículos elétricos, o porta-voz apontou que a China e a UE alcançaram uma resolução de “aterrissagem suave” no caso antissubsídios da UE em janeiro deste ano, com o bloco emitindo um documento de orientação geral sobre compromissos de preço. A UE continuará a avançar com os procedimentos relevantes relativos aos compromissos de preço das empresas envolvidas no caso, bem como com outros procedimentos de revisão, acrescentou o porta-voz.
O porta-voz enfatizou que o consenso, alcançado com base na reciprocidade e no benefício mútuo, salvaguardou efetivamente os interesses das empresas chinesas, impediu uma escalada dos atritos comerciais entre a China e a UE e proporcionou um ambiente estável, previsível e sustentável para o comércio e o investimento bilaterais, contribuindo para o desenvolvimento estável, equilibrado e sólido das relações econômicas e comerciais entre a China e a UE. Fim




