É uma voz que carrega toda uma história, uma ancestralidade:
“Quando canto
Somos a voz
De milhares que vieram antes de nós
Muitos ainda estão aqui
Quando canto
Somos a cura
Para as dores dos que morreram em meios às agruras
Adorei as almas e os ibejis”
Com sua conhecida potência vocal, Sandra Sá, a rainha da “Música Preta Brasileira” (MPB), entoa com propriedade esses versos de “Quando Canto”, canção pesada (na letra e na sonoridade) do novo álbum do Black Pantera, “Continental”, que chegou às plataformas digitais em 20 de agosto de 2026.
O Black Pantera é uma banda brasileira de crossover thrash formada em Uberaba (MG), em 2014. É composta por Charles Gama (Voz e Guitarra), Chaene da Gama (Baixo e voz) e Rodrigo Pancho (Bateria). Nos últimos anos, eles vêm se destacando no cenário da música brasileira com seu som pesado e as letras que abordam temas como política, racismo e discriminação. No álbum “Ascensão” (2022), por exemplo, tem uma canção batizada de “Fogo nos racistas”. Eles já se apresentaram em Maringá, na lendária Tribo’s.
Quarta faixa do novo disco dos mineiros, “Quando Canto” é porrada do início ao fim, estabelecendo uma ponte entre o presente e o passado, de milhares que vieram antes e morreram em meio às agruras da escravidão. Mas o canto, a interpretação, dá novo sentido a essas trajetórias. É memória e história.
No videoclipe de “Quando Canto”, que tem direção de Carol Borges, esse universo de grilhões é encenado e interpretado pelo trio do Black Pantera.
Para entoar esse canto, só podia ser Sandra Sá, uma figura de emancipação da mulher e do povo preto, com suas músicas envolvidas em ritmos como black e soul music, cantando a negritude e aliviando as dores. O metal contestatório do Black Pantera caiu como uma luva. Ao longo de sua carreira, a cantora marcou gerações com hits do porte de “Olhos Coloridos”, “Retratos e Canções”, “Bye Bye Tristeza” e “Solidão”.
“Quando gravamos a música, sentimos que caberia uma voz, uma voz ancestral, uma voz poderosa. Aí pensamos em Sandra, ela ouviu a música e topou na hora. É uma honra imensa ter uma artista do calibre de Sandra Sá no álbum do Black Pantera”, celebra o baixista e vocalista Chaene da Gama, em matéria publicada pelo g1.
Gravado pelo grupo em janeiro deste ano de 2026, no estúdio Tambor, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o álbum “Continental” apresenta músicas que versam sobre questões ancestrais, abordadas pelo trio a partir das vivências dos integrantes da banda.

Encerramento do Femucic
No próximo dia 12 de setembro, às 20h, a cantora Sandra Sá fará o show de encerramento do Femucic – Festival de Música Cidade Canção. Ela sobe ao palco do Teatro Calil Haddad, em Maringá.
Para o show de encerramento com Sandra Sá, os ingressos serão solidários: a doação de 4 kg de alimentos não perecíveis dará direito a dois ingressos, com limite de dois ingressos por CPF. A troca antecipada será realizada no Sesc Maringá, em cronograma específico:
- 5/9 (Sábado): Retirada exclusiva para trabalhadores do comércio e dependentes;
- 8/9 (Terça-feira): Retirada aberta para o público em geral;
- 10 e 11/9 (Quinta-feira e sexta-feira): As primeiras 50 pessoas a chegarem à mostra nesses dias garantirão o direito de retirar um par de ingressos.
O Femucic faz parte da programação comemorativa dos 80 anos do Sesc no Brasil. O evento recebe apoio da Prefeitura de Maringá e promoção da RPC.








