Em meio ao verde e ao movimento das pessoas, o músico maringaense Samuel Amaro apresentou seu trabalho autoral durante o último dia do Festival de Música de Maringá 2026, neste domingo, 27 setembro.
Munido de guitarra e de sua voz afinada, Amaro tocou metade das faixas de “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir”, álbum lançado em julho deste ano e disponível nas plataformas digitais de áudio.
À reportagem, o músico define esse disco como resultado de um trabalho desenvolvido há quatro anos. É totalmente independente e foi produzido no home studio do compositor. “É um álbum ‘cozinhado em banho-maria’, feito com muito amor e carinho, que transmite muito do que eu venho vivendo. É a realidade de uma pessoa que quer viver da música, mas ao mesmo tempo tem um trabalho CLT para conseguir pagar as contas. E conseguir conciliar a vida musical com o CLT”, explicando que precisa achar brechas para produzir música em meio à rotina de trabalho assalariado.

No show intimista da manhã deste domingo, 27 setembro, Amaro tocou quatro das oito faixas de seu álbum de estreia. Entra elas, “Desamor”, o primeiro single de trabalho de “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir”.
Aliás, o material ganhou versão mais crua, somente com a voz do cantor e guitarra limpa, pouco efeito. Na avaliação dele, isso possibilitou uma atmosfera mais intimista, aproximando do público. “De certa forma, são as músicas como elas vieram ao mundo, pois elas surgiram só na voz e violão. Nessa ocasião [show no Parque do Ingá], elas foram tocadas de acordo como foram pensadas”, resume, explicando que é em estúdio que as canções, cuja harmonia foi pensada de certo jeito, ganham forma e arranjos.









