A Universidade Estadual de Maringá (UEM) inicia o ano letivo de 2026 nesta segunda-feira, 9, para 13.100 veteranos e 3.400 calouros, totalizando 16,5 mil estudantes. Já a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com 11 mil veteranos e 2 mil calouros, começa em 16 de março.
Os dados da UEM são da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) e representam uma estimativa, pois ainda há processos de matrícula e chamadas subsequentes em andamento. Com a comunidade acadêmica de pós-graduação, a instituição sediada na Cidade Canção chega a 20,5 mil estudantes em 2026.
A principal novidade deste ano é o curso de Bacharelado em Nutrição, que recebe os primeiros alunos, aprovados no último processo seletivo. Ofertado no câmpus de Maringá, no período noturno, com 40 vagas anuais, o curso pretende firmar diversas parcerias para atividades práticas e de estágio. A graduação está vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), que já oferece programas de pós-graduação stricto sensu relacionados à área.
Ao todo, as sete instituições da rede estadual de ensino superior contam com 69.681 alunos matriculados, número que corresponde à soma de 52.782 veteranos, que retornam às salas de aula, e 16.899 calouros, que iniciam agora a trajetória no ensino superior público. O retorno às aulas acontece de forma escalonada, seguindo um calendário acadêmico específico para cada universidade.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi a primeira a retomar as atividades, no dia 23 de fevereiro, com 5.016 veteranos e 1.984 calouros. Nesta semana, começaram as aulas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 9.484 veteranos e 3.180 calouros; na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), com 5 mil veteranos e 2 mil calouros; na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com 2.682 veteranos e 816 calouros; e na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), com 6.500 veteranos e 3.519 calouros.
Com um total de 438 cursos de graduação entre bacharelados, licenciaturas e tecnológicos, que contemplam diferentes áreas do conhecimento, as universidades estaduais marcam presença em 29 municípios, consolidando a capilaridade e a diversidade da formação acadêmica no interior paranaense. Os câmpus estão distribuídos em cidades como Londrina, na região Norte; Maringá e Paranavaí, no Noroeste; Ponta Grossa, nos Campos Gerais; Cascavel e Foz do Iguaçu, no Oeste; Guarapuava, no Centro-Sul; e Jacarezinho, no Norte Pioneiro.
As universidades são polos de pesquisa e extensão, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural das regiões onde estão inseridas. Além da relevância acadêmica, a movimentação do calendário letivo também impacta a economia desses municípios. O retorno desses milhares de estudantes às aulas impulsiona o comércio, o setor de serviços e até o mercado imobiliário, reafirmando a importância das instituições como vetores de desenvolvimento regional no Paraná.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi a primeira a retomar as atividades, no dia 23 de fevereiro, com 5.016 veteranos e 1.984 calouros. Nesta semana, começaram as aulas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 9.484 veteranos e 3.180 calouros; na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), com 5 mil veteranos e 2 mil calouros; na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com 2.682 veteranos e 816 calouros; e na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), com 6.500 veteranos e 3.519 calouros.
Calourada 2026
A partir desta segunda-feira, 9, acontece a Calourada 2026, evento que marca a recepção oficial aos novos estudantes da instituição. A programação é organizada pela Diretoria de Cultura (DCU), em parceria com a Diretoria de Ensino de Graduação (DEG) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), e contará com atividades culturais, apresentações artísticas, feira e shows gratuitos.
De acordo com o diretor de Cultura da UEM, professor André Luiz Rosa, a proposta é transformar a recepção em um momento de celebração e pertencimento. “A universidade só existe por causa dos estudantes. A Calourada é um convite de entrada, um gesto de acolhimento e integração por meio da arte e da cultura”, destaca, via ASC/UEM.
A programação começa na segunda-feira, 9, às 8h, no estacionamento do Restaurante Universitário (RU), com apresentações das baterias das atléticas. Às 8h30, os estudantes seguem para o interior do RU onde ocorrerá a solenidade de abertura.
Na sequência, haverá apresentação artística e café da manhã especial preparado pelo RU. À noite, a programação se repete a partir das 19h30, com recepção, falas institucionais, atração cultural e lanche.
Na terça-feira, as atividades ficam concentradas nos próprios cursos, com dinâmicas de acolhimento organizadas por coordenações, centros acadêmicos e departamentos.
O ponto alto da Calourada será na quarta-feira, 11, com a Feira de Boas-Vindas, aberta não apenas aos calouros, mas também à comunidade externa. A programação acontece das 10h às 13h e das 16h às 22h, ao lado do Restaurante Universitário.
O evento contará com palco, estrutura de som e iluminação, apresentações do Palco Livre (com artistas da própria UEM), bandas convidadas, inclusive de outras cidades, além de cerca de 90 feirantes e entidades estudantis inscritos. Haverá exposição de projetos de extensão, artesanato, produtos diversos e iniciativas acadêmicas.
Cinco food trucks e a cantina da universidade estarão disponíveis durante todo o dia. A organização também garantiu barracas para oferecer mais conforto aos expositores.

Paralisação no dia 17
Nem bem a UEM começará as aulas do ano e já pode ocorrer uma paralisação das atividades na semana seguinte ao retorno.
Docentes da Universidade Estadual de Maringá aprovaram paralisação das atividades para o dia 17 de março e indicativo de greve, durante assembleia realizada no dia 24 pela seção sindical da categoria (Sesduem).
“A mobilização integra a luta em defesa da reposição salarial e da data-base, da equiparação do piso ao magistério da educação básica, luta pela recomposição salarial dos aposentados sem paridade, contra o confisco das aposentadorias, da isonomia para professores temporários e da autonomia plena das universidades, com orçamento garantido”, diz a Sesduem, em seu site.
Inclusive, a Seção Sindical organiza ônibus para levar docentes interessados a participarem das atividades em Curitiba, dia 17, quando ocorrerá a movimentação estadual da categoria. Outras universidades, caso da UEL, também devem aderir à manifestação, podendo fazer greve.
A próxima assembleia da Sesduem foi agendada para 19 de março, quando será avaliada a deflagração da greve ou a manutenção do indicativo.








