A eleição de 2026 ampliou a presença de pessoas transexuais e travestis no Poder Legislativo brasileiro. Thabatta Pimenta foi eleita deputada federal pelo Rio Grande do Norte e passará a integrar a Câmara dos Deputados ao lado de Duda Salabert, de Minas Gerais, e Erika Hilton, de São Paulo, que conquistaram a reeleição.
A representatividade também avançou nas assembleias legislativas. Natasha Ferreira, pelo Rio Grande do Sul, e Sofia Favero, por São Paulo, foram eleitas pela primeira vez para os Legislativos estaduais.
Elas se juntam a Dani Balbi, do Rio de Janeiro, e Linda Brasil, de Sergipe, que conseguiram renovar seus mandatos.
Situação de Linda Brasil
No caso de Linda Brasil, a posse ainda depende de uma decisão da Justiça Eleitoral. A parlamentar foi a terceira candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de Sergipe, mas o registro da federação formada por PSOL e Rede no estado foi questionado.
A definição sobre a validade do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários será necessária antes da confirmação do mandato.
Mais candidaturas nas eleições
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais destacou o crescimento da participação política da população trans e travesti nas eleições de 2026. Ao todo, foram registradas 116 candidaturas desse segmento.
Para a entidade, o resultado representa não apenas o aumento do número de parlamentares eleitos, mas também uma ampliação da participação de pessoas trans e travestis nos espaços de decisão política.
A associação avalia que a presença no Legislativo contribui para ampliar a discussão sobre direitos humanos, democracia e políticas públicas voltadas à população trans e travesti.
O avanço eleitoral, segundo a entidade, também representa uma etapa de uma mobilização mais ampla pela participação política e pela defesa de direitos, com o objetivo de ampliar a capacidade de atuação dessa população nas instituições públicas.







