IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
    • Mercado
    • Benefícios
    • Cartões
    • Investimentos
    • Contas Digitais
    • Cripto
  • Região
  • Esportes
  • Finanças
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

Falada em cinco continentes, língua portuguesa ainda é pouco conhecida

Por Redação 2 O Maringá
17 de dezembro de 2025

No total são 25 oficinas regulares gratuitas para este segundo semestre, destinadas às crianças e adolescentes a partir de 8 até 17 anos. Os encontros serão online pelo Google Meet, onde serão ministradas oficinas de Artes Visuais, Desenho, Teatro, Audiovisual, Fotografia, Skate - Arte, Arte Urbana e Youtuber.

O artista plástico congolês Serge Makanzu Kiala (foto), 43 anos, mora no Rio de Janeiro desde 2016. Quando chegou, não falava a língua portuguesa, mas como fez um curso de espanhol antes de chegar no país, participou de aulas na Cáritas Brasil, organização de assistência social a refugiados sem fins lucrativos, que o acolheu de início. Assim, ele conseguiu se comunicar nos primeiros contatos no país.

O trabalho, durante 8 anos, no serviço de atendimento a visitantes do Museu do Amanhã, o ajudou a conhecer a língua portuguesa. “O que facilitou falar português aqui no Brasil foi meu trabalho. Quando fui trabalhar no Museu do Amanhã, no atendimento, estava sempre com o público e sempre praticando. Aquele contato com os cariocas, os brasileiros, praticado no dia a dia, foi o que me deu mais acessibilidade para entender a língua portuguesa”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Serge, que deixou o emprego no Museu no mês passado, continua empenhado em aprofundar o conhecimento da língua portuguesa e confiante em arranjar nova vaga de trabalho.

“A língua não é só falar, é escrever e ler para ser completa. Eu escrevo e faço testes em português, mas se for um teste longo, vou ter dificuldade e quem vai ler, vai ver que é de uma pessoa que ainda está praticando. O meu português escrito ainda é difícil”, revelou, acrescentando que acredita na prática para ampliar o seu conhecimento do idioma.

Em 2023, quando participou de um painel sobre refugiados no Festival Black2Black, no centro do Rio, revelou que a falta de intimidade com o idioma nacional foi para ele o primeiro preconceito enfrentado por aqui. Passado o tempo, apesar de hoje já falar português, embora com acento francês, seu idioma original, ainda não se livrou do preconceito.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Parte disso Serge identifica pelo pouco conhecimento, no Brasil, de como é a África, ao contrário do que ocorreu em seu continente, onde as informações que ele recebeu sobre o Brasil despertaram nele a vontade de se mudar para cá. Segundo o artista, que é congolês, mesmo depois desse tempo no país, continua sendo identificado como angolano. 

“Isso é uma coisa que está na cabeça dos brasileiros. Tem muitas pessoas que não sabem a história da África. Até hoje as pessoas me chamam sempre de angolano. Mesmo que eu fale que sou do Congo, perguntam o Congo fica onde? Amanhã te chamam de novo: angolano”, explicou.

Serge vê semelhanças entre o português e o francês e isso têm contribuído para conseguir diminuir a distância e as dificuldades em avançar no conhecimento do idioma do Brasil.

CPLP

O entendimento da língua portuguesa não ocorre com facilidade entre falantes de outras línguas, apesar de o português ser o idioma mais falado no Hemisfério Sul e um dos mais falados no mundo. De acordo com o diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Armindo Fernandes, mais de 280 milhões de pessoas em cinco continentes falam o português.

Fernandes citou o dado na segunda-feira (5), quando se comemorou mais um Dia Mundial da Língua Portuguesa, em São Tomé e Príncipe, durante a 3ª Reunião Extraordinária de Ministros da Cultura da CPLP.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estabeleceu o 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2009. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) proclamou a data em 2019.

Acadêmico

Para o vice-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Antônio Carlos Secchin, doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de literatura brasileira em universidades no exterior, o primeiro passo para difusão da língua portuguesa é fazer com que seja reconhecida como língua oficial da ONU.

“Pelas divergências do português do Brasil para Portugal e para Angola e Moçambique, acaba que a língua portuguesa não se oficializa na ONU. Do ponto de vista diplomático, isso é o mais importante a ser feito a curto prazo, porque o espanhol é, o inglês, o francês também e o português está fora das línguas oficiais da ONU”, defendeu em entrevista à Agência Brasil.

Apesar disso, o acadêmico vê com muito interesse o fato de o português estar presente na Ásia, na África, na América e na Europa. “Isso é uma prova da vitalidade, porque é um dos idiomas mais falados do mundo com certeza”, disse.

No entanto, ele afirmou que a repercussão do idioma não está à altura da sua importância.

“Infelizmente é muito pequeno o número de pessoas que adotam o português como uma segunda ou terceira língua. A projeção de uma língua não se mede apenas pelo número de pessoas que a falam, mas se mede muito pelo número de pessoas que a falam como segunda ou terceira língua. Isso é que é importante. Tem o mandarim que é a língua mais falada do mundo pelo número de chineses, mas quantos não chineses falam o mandarim? Não é o número falado no país. É o número falado em outros lugares por pessoas que escolhem aquela língua como segunda ou terceira.”

Crédito arquivo Nacional EBC

Leia Mais em: O Maringá

Tags: aindacincoconhecidacontinentesFaladaLinguaPortuguesapouco

IMPRESSO

Outros Posts

Arraiá de 'seo' Zico Borghi acontece nesta terça-feira
Maringá

Frio, fogueira, quentão e bailão com Tercílio Men: é o São João do seo Zico Borghi

23 de junho de 2026
Crédito: Arquivo/Cristiano Martinez
Cultura

Mari Tenório tem nova apresentação do ‘Afro-Sambas’ no Convite à Música em Maringá

23 de junho de 2026
Foto: Luis Fenando Amorim/Caxias EC.
Esportes

Empate fora de casa deixa Maringá FC próximo de alcançar primeiro objetivo

23 de junho de 2026
Feira Ação Paraná acontece durante três dias no Terminal Urbano de Maringá
Maringá

Ação Paraná começa quinta-feira no Terminal de Maringá com serviços gratuitos à comunidade

23 de junho de 2026
Acontece nesta terça-feira o Dia de Campo da Cocamar e Sicredi Dexis na UDT de Floresta
Região

Cocamar e Sicredi realizam Dia de Campo em Floresta para apresentar novas tecnologias

23 de junho de 2026
Hemocentro de Maringá convoca a população a doar sangue no período do inverno
Maringá

Com baixa nos estoques de sangue no período frio, Hemocentro de Maringá convoca população a doar

23 de junho de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Economia
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Mercado
  • Cartões
  • Cripto
  • Investimentos
  • Contas Digitais
  • Finanças
  • Benefícios
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.