Sob impacto de um forte temporal ocorrido na segunda-feira, 2 novembro, que ainda não se sabe se é um tornado, Maringá vem trabalhando para restabelecer a normalidade. Nesta terça-feira, 3, uma verdadeira força-tarefa está empenhada para desobstruir vias e restabelecer a energia elétrica.
A tempestade seguiu um rastro de impacto em vias como as avenidas Brasil, Colombo e Tuiuti. “O que a gente pode dizer que 40% da cidade foi atingida”, avalia o prefeito Silvio Barros. O esforço agora é para desobstruir as ruas. “Mas ainda tem muita árvore encostada em casas e caídas sobre portões”, citando casas e empresas em que as pessoas não conseguem entrar ou sair.
A avenida Tuiuti foi o corredor por onde passou esse temporal e terminou no bairro Colina Verde, que foi bastante danificado. “Como bairro, foi um dos mais atingidos da cidade”, explica Barros. Mas o evento climático, que pode ser considerado o pior da história de quase 80 anos da Cidade Canção, também passou pelas Zonas 2, 4 e 7. Inclusive, a reportagem averiguou a Zona 7 na manhã desta terça e ainda havia árvores caídas no meio da rua, com casas sem energia e internet.
Segundo o coronel Elias, do Comando Regional de Bombeiro Militar (CRBM), até a manhã desta terça-feira, 3, são 452 notificações de quedas de árvores. Mas o número pode ser ainda maior, pois existem locais que estão sem comunicação e não conseguiram fazer a notificação.
Nesse cenário, a Copel está com uma equipe formada por 900 pessoas trabalhando em Maringá. São profissionais vindos de diversas partes do Paraná para restabelecer a energia elétrica o mais rápido possível. A primeira prioridade é voltar a luz para os hospitais; em seguida, situações de sobrevida, em casos de UTI domiciliar; depois, as escolas e as Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Hoje a gente pediu prioridade para o trânsito, para que a gente possa ter os semáforos funcionando”, disse o prefeito, em coletiva de imprensa nesta terça. Aliás, a ordem de prioridade é discutida diariamente no gabinete de crise.








