Puxada pela alta de 52,82% do tomate, a inflação em Maringá fechou o mês de setembro em 1,27%, conforme dados do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR — Alimentos e Bebidas). No ano, o indicador já está em 3,74% na Cidade Canção; e de 2,17% nos últimos 12 meses.
Aliás, a subida em setembro ocorreu em todos os municípios pesquisados. A maior variação ocorreu em Londrina (1,99%), seguida por Umuarama (1,78%), Cascavel (1,70%), Foz do Iguaçu (1,69%), Ponta Grossa (1,63%), Curitiba (1,48%), Pato Branco (1,36%), Maringá (1,27%) e Guarapuava (0,59%).
O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumento de 41,77% em Curitiba, de 39,61% em Londrina, de 38,01% em Cascavel, de 37,99% em Ponta Grossa, de 36,87% em Pato Branco, de 35,15% em Foz do Iguaçu, de 33,47% em Maringá, de 33,31% em Guarapuava e de 26,59% em Umuarama.
No caso maringaense, o tomate teve a maior alta em setembro, registrando 55,82%. Seguido da batata-inglesa, com 52,84%; pepino, 22,44%; brócolis, 18,69%; e melão, 15,21%.
Por outro lado, as frutas registraram quedas de 6,17% em Umuarama, de 6,16% em Pato Branco, de 6,01% em Londrina, de 5,59% em Curitiba, de 5,53% em Guarapuava, de 4,45% em Maringá, de 4,17% em Ponta Grossa, de 3,26% em Foz do Iguaçu e de 1,70% em Cascavel.
Já na Cidade Canção, o repolho teve a maior queda, de 17,84%. Depois, vem a melancia, -17,19%; seguido da manga, -14,08%; banana-caturra, -11,13%; e mamão, -9,59%.
Paraná
Já o Estado registrou alta de 1,50% no mês de setembro, influenciado em 1,17 ponto percentual (p.p.) pelo subgrupo tubérculos, raízes e legumes, participação que correspondeu ao aumento mensal de 35,80% em seus preços, seguido por carne bovina, com alta de 2,22% e panificados que subiu 1,07%.
Dentre os produtos pesquisados, o tomate aumentou 56,97%, a batata-inglesa 52,12%, a abobrinha 22,64%, o pepino 16,72%, a cebola 16,00%.
Questões climáticas contribuíram para a restrição de oferta de alguns alimentos in natura. O tomate foi impactado pelas baixas temperaturas que atrasaram a maturação dos frutos, enquanto as chuvas foram determinantes para a redução do ritmo da colheita de batatas. Por sua vez, o período de entressafra diminuiu a disponibilidade de cebola no mercado.
Em sentido oposto, os preços de frutas, carne suína e ovos de galinha reduziram em 4,79%, 4,07% e 2,27%, respectivamente. Isoladamente, foram observadas quedas de 18,87% em melancia, de 18,64% em repolho, de 14,22% em manga, de 12,56% em banana-caturra, de 7,82% em pernil suíno e de 4,90% em mamão.
Em 12 meses, o IPR acumula alta de 3,07%, com destaque para os aumentos de 79,29% em tubérculos, raízes e legumes e de 15,06% em hortaliças e verduras. Por outro lado, carne suína, frutas e ovos de galinha registram quedas acumuladas de 26,69%, 11,00% e 9,86%, respectivamente.
Metodologia
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.
Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.
A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.








