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MMA debate tecnologias para reverter processos de desertificação

Por Redação 2 O Maringá
26 de dezembro de 2025
209.170

Estado fará com aviões e caminhões a entrega das vacinas às 22 Regionais de Saúde Foto: AEN

Participação da pasta enfatizou iniciativas como o projeto Redeser, que tem como missão combater e reverter processos de desertificação, e a atualização do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, em Petrolina (PE), da 11ª edição do Semiárido Show. Com o tema “Ciência e inovação para a inclusão socioprodutiva”, o evento promoveu a troca de conhecimentos, informações e tecnologias dedicadas ao manejo dos ecossistemas da região, de 26 a 29 de agosto.

A pasta foi representada pelo diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Alexandre Pires, que participou de diversas palestras e debates.

Na oportunidade, os esforços do ministério para apoiar as ações de proteção ao Semiárido, principalmente em função da emergência climática e do enfrentamento à desertificação, foram destacados.

Umas das iniciativas enfatizadas pelo diretor foi o projeto Redeser, que tem como missão combater e reverter os processos de desertificação, a partir da gestão integrada de paisagem, manejo florestal sustentável da Caatinga, sistemas agroflorestais e trabalho com apicultura junto a agricultores e agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais.

Relançado em 2023 pelo MMA, o projeto conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e é executado por várias entidades locais. Atualmente, o Redeser abrange cinco regiões da Caatinga, num total de 1.489 municípios dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas, e tem apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Uma de suas principais metas é permitir que as populações locais desenvolvam um modo de produção mais resiliente diante dos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas. “O projeto faz a diferença ao aproveitar os processos e conhecimentos do povo do Semiárido, valorizando sua experiência. É um exemplo de implementação dos compromissos das Convenções do Rio [Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Desertificação]”, pontuou.

A atualização do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB) também foi evidenciada por Alexandre Pires. O instrumento é o principal mecanismo de implantação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Com horizonte de 20 anos (2024-2043), suas ações buscam neutralizar a degradação da terra e mitigar os efeitos da seca, com reflexo na redução das vulnerabilidades ambientais e socioeconômicas das regiões mais afetadas do Brasil.

Semiárido Show

Organizado pela Embrapa Semiárido, o evento é considerado a maior feira de inovação voltada para a agricultura familiar no semiárido brasileiro. Durante quatro dias, reuniu agricultores, técnicos, pesquisadores, estudantes e instituições governamentais e não governamentais para compartilhar tecnologias sustentáveis, estratégias de inclusão socioprodutiva e soluções concretas para melhorar as condições de vida dos moradores da região.

Paralelamente aos debates, palestras e seminários, foram realizadas visitas técnicas a projetos bem-sucedidos de adaptação ao semiárido em funcionamento na região. Outra atração do evento foram os estandes dos expositores e participantes, entre eles o do MMA, em que os visitantes tiveram a oportunidade de obter mais informações sobre as políticas públicas desenvolvidas pela pasta.

Crédito: Agência Gov

Leia Mais em: O Maringá

Tags: debatedesertificaçãoMMAparaprocessosreverterTecnologias

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