Celebrado na próxima terça-feira, 19 maio, o Dia Mundial da Doação de Leite Humano encontra ressonância no Paraná, com destaque para Maringá. Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano conta com 34 unidades, destes 15 bancos e 19 postos de coleta, que são responsáveis pela coleta que atendeu quase 19 mil bebês em 2025.
Nesse contexto, a Cidade Canção conta com dois locais, conforme consulta da reportagem à Rede Global de Bancos de Leite Humano/rBLH Brasil. Um deles é o Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), localizado na avenida Mandacaru, 1.590, Jardim Parque das Laranjeiras, com telefone (44) 3011-9174. Outro é o PCLH – Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Maringá, na rua Santos Dumont, 555, Zona 03, telefone: (44) 3027-5633.
De acordo com dados da Secretaria da Saúde (Sesa), neste ano, entre janeiro a março, foram coletados 6.725 litros de leite humano de 4.133 doadoras, que beneficiaram 4.939 recém-nascidos. Os números representam um leve aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram coletados 5.806 litros de 3.976 doadoras e 4.155 bebês receptores.
Mesmo com a estrutura e o aumento das doações em 2026, o número de doadoras ainda é menor do que a demanda existente nas unidades hospitalares do Paraná, conforme informações da Ag. Estadual de Notícias.
Segundo estimativa da coordenação dos bancos de leite humano do Paraná, os estoques no estado trabalham com 60% do que seria necessário todo o mês. Na cidade de Londrina (Norte), por exemplo, a coleta média é de 160 litros mensais, mas a demanda é de 250 litros. No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o banco de leite precisa de 40 litros mensais, mas trabalhava com 22 litros no início do mês de maio.
O leite humano doado é destinado, principalmente, aos bebês prematuros internados nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINs), que muitas vezes não conseguem ser amamentados diretamente pelas mães.
Um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que o problema é mundial e mais de 77 milhões de recém-nascidos não recebem amamentação na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos essenciais. O levantamento também estima que mais de 800 mil vidas poderiam ser salvas todos os anos se todas as crianças fossem amamentadas ainda nas primeiras horas após o nascimento.
Solidariedade
A prática do aleitamento materno é considerada fundamental para a saúde infantil. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o bebê até os seis meses de vida, além de anticorpos que ajudam na prevenção de doenças e infecções.
Além da capacidade técnica instalada, o Paraná possui uma rede estruturada para facilitar o processo de doação às mães lactantes. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode se tornar doadora, desde que não utilize medicamentos que interfiram na amamentação e não tenha doenças infectocontagiosas.
Não existe quantidade mínima para doar. Cada frasco coletado pode fazer a diferença na recuperação de diversos bebês prematuros. Estima-se que um litro de leite materno seja capaz de alimentar até 10 recém-nascidos por dia.
Doação
A coleta é feita de forma segura e prática. Todos os utensílios necessários são fornecidos e as equipes dos Bancos de Leite Humano realizam visitas domiciliares para buscar o leite doado, além das orientações sobre higiene, coleta e congelamento adequado.
Após o recolhimento, o leite passa por rigorosos processos de análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído aos hospitais.








