Secretário avalia que temporal foi o maior desastre climático da história de Maringá

Coletiva de imprensa reuniu autoridades como o coronel Elias, o prefeito Silvio Barros e o secretário Vagner Mussio (Crédito: Cristiano Martinez)

É possível que Maringá tenha passado pelo pior desastre climático de sua história de quase 80 anos com esse temporal que passou pela cidade na segunda-feira, 2 novembro, feriado do Dia de Finados. Ventos de quase 100 km e chuvas deixaram um rastro de destruição, com árvores caídas, falta de energia elétrica, sem sinal de internet, vias obstruídas, desabastecimento de água, semáforos apagados… cerca de 40% da cidade foi prejudicada.

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 3, o secretário de Infraestrutura, Limpeza Urbana e coordenador da Defesa Civil de Maringá Vagner Mussio avaliou que se trata do maior desastre climático da história de Maringá. Ele recordou que, em 2008, ocorreu uma forte chuva de granizo e muito vento. Naquela época, teve o primeiro decreto de situação de emergência criado na Cidade Canção. Mas agora superou essa situação de quase uma década atrás.

“Do tempo que estamos à frente da Secretaria, tanto nas gestões passadas como agora, não recordamos de algo parecido em Maringá”, disse Mussio, referindo-se ao temporal deste dia 2 de novembro.

Inclusive, cogita-se que um tornado tenha passado pelo município, seguindo um caminho de impacto pelas avenidas Brasil, Colombo e Tuiuti. Aliás, a Brasil e a Tuiuti ficaram intransitáveis na segunda-feira. Uma das regiões mais afetadas foi a Colina Verde.

Nesse contexto, uma equipe do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) está em Maringá nesta terça-feira para avaliar o que aconteceu de fato na cidade. Segundo o coronel Elias, do Comando Regional de Bombeiro Militar (CRBM), drones serão utilizados para dar a devida dimensão desse evento climatológico.

Maringá tem vias obstruídas por árvores caídas (Crédito: Cristiano Martinez)

Preparação das equipes
Quando perguntado, o prefeito maringaense Silvio Barros disse que, há vários meses, as equipes da Prefeitura vêm sendo preparadas para agir em uma situação como essa. “A preocupação é que ocorresse no período do Natal, no momento em que tivesse muita gente na rua”, avaliou, acrescentando que não é porque esse temporal se deu neste momento, que não será possível de se repetir. Ainda mais com a influência do “super El Niño”.

Por exemplo, a Secretaria de Assistência Social já sabia onde alocar pessoas desabrigadas com base em estudo prévio. “Nos preparamos para isso e continuamos nos preparando para que situações como essa sejam resolvidas o mais rápido possível”, afirmou o prefeito.

Algumas semanas atrás, teve uma simulação junto ao Corpo de Bombeiros, que foi avaliada como extremamente útil. “Graças a esse processo de preparação, de articulação prévia, conseguimos devolver a cidade à mobilidade ontem [segunda-feira]”, afirmou Barros, citando como exemplo a Tuiuti, recém-recuperada.

Coletiva na manhã desta terça-feira, 3, para atualizar a situação da cidade (Crédito: Cristiano Martinez)

Sem vítimas fatais
Até a manhã desta terça-feira, 3, não há relatório em relação a vítimas fatais do temporal. E também sem vandalismo ou crimes contra empresas nesse contexto das chuvas.

Segundo o prefeito, a Copel está com uma equipe composta de 900 pessoas, oriundas de todo o Paraná, para restabelecer a energia elétrica o mais rápido possível. Inclusive, as cidades estão colaborando com o encaminhamento de equipes para auxiliar Maringá.

Em relação ao abastecimento de água, a Sanepar informa que foi normalizado. O que pode ocorrer é que casas estão sem caixa d’água em decorrência do temporal.

Restabelecimento da energia é o mais preocupante
Trabalhando em conjunto com a Defesa Civil, a Polícia Militar e outras equipes, o Corpo de Bombeiros de Maringá informa que a maioria das ocorrências reportadas foram quedas de árvores, obstrução de vias e danos a estruturas comerciais e residenciais.

“A nossa maior preocupação é com o restabelecimento da energia”, destacou o coronel Elias, explicando que sem energia elétrica não é possível reativar, por exemplo, os semáforos da cidade, e o funcionamento das escolas.

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