A Comunidade Santo Antônio, localizada no Jardim Novo Paulista, em Maringá, realiza neste domingo, 2, a partir das 15 horas, uma atividade de mobilização em defesa do direito à moradia. O ato demonstra solidariedade em meio a ameaça de despejo em Maringá.
O encontro é aberto ao público e contará com atividades para as crianças, pipoca, DJ e microfone aberto, buscando aproximar a população da realidade vivida pelas famílias que hoje ocupam o local.
A comunidade é formada por 12 famílias e cerca de 60 pessoas, entre elas diversas crianças, que vivem em unidades habitacionais inacabadas e enfrentam um processo judicial de reintegração de posse. Atualmente, o caso segue sendo discutido em audiências de conciliação no âmbito do Tribunal de Justiça do Paraná, mas as famílias convivem com a possibilidade de que a desocupação seja determinada caso não haja uma solução que garanta o direito à moradia.
Nos últimos dias, uma placa informando sobre o processo de reintegração de posse foi instalada na rua onde está localizada a ocupação, aumentando a apreensão entre os moradores e reforçando o clima de insegurança vivido pelas famílias.
Segundo moradores e movimentos sociais, a ocupação surgiu diante da falta de alternativas habitacionais. Algumas famílias aguardam há mais de 15 anos nas filas de programas voltados à moradia popular e, por essa razão, recorreram ao local após enfrentarem situações de extrema vulnerabilidade, sem condições de acessar o mercado formal de aluguel.
Desde que passaram a ocupar o espaço, os próprios moradores realizaram melhorias para tornar as casas habitáveis, organizando mutirões e construindo uma rede de solidariedade entre as famílias. A comunidade também reúne crianças que frequentam regularmente a escola e têm construído vínculos no território.
Para os organizadores, a atividade deste domingo pretende fortalecer a mobilização em defesa do direito à moradia e chamar a atenção para a necessidade de que o conflito seja resolvido por meio de uma solução habitacional digna, e não pelo despejo das famílias.
A comunidade convida moradores, estudantes, movimentos sociais, entidades e toda a população de Maringá para conhecer a ocupação, dialogar com as famílias e manifestar apoio à permanência da comunidade.








