Maior Cafeteria do Mundo reúne 30 cafeterias em operação inédita no Festival do Café Especial em Maringá

Maior Cafeteria do Mundo reúne 30 cafeterias em operação inédita no Festival do Café Especial 2026

Equipe da Maior Cafeteria do Mundo em participação em um evento de cafés especiais Foto: Divulgação

Uma operação que transforma concorrência em parceria será um dos principais destaques do Festival do Café Especial, em Maringá. Entre os dias 20 e 22, no estacionamento do Shopping Catuaí, o evento recebe a Maior Cafeteria do Mundo, estrutura que reunirá 30 cafeterias atuando de forma integrada, em um único espaço e com operação unificada.

Em sua segunda edição, o Festival do Café Especial amplia a estrutura e a programação, com expectativa de receber cerca de 50 mil pessoas ao longo dos três dias. Promovido pela Rota dos Cafés Especiais de Maringá e Região, núcleo setorial ligado à ACIM e ao Visite Maringá, o festival ocupará uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados, consolidando-se como um dos principais encontros do setor no Sul do país.

A proposta da Maior Cafeteria do Mundo rompe com o modelo tradicional de feiras gastronômicas. Não haverá estandes individuais nem divisão por marcas no balcão. Em vez disso, o público encontrará um cardápio coletivo de bebidas, atendimento compartilhado e uma vitrine gastronômica que reúne a identidade de cada negócio participante.

A iniciativa nasceu dentro da Rota dos Cafés Especiais de Maringá e Região, que reúne cafeterias, torrefações e profissionais do setor e atua no fortalecimento do associativismo e da cadeia produtiva do café especial.

Segundo Denise Sena, da Amiste Café Maringá e facilitadora da operação da Maior Cafeteria do Mundo, o projeto surgiu ainda no início da criação da Rota. “A ideia sempre foi fazer um evento que unisse todas as empresas do núcleo em uma única operação, mostrando a força do associativismo e provando que a concorrência pode ser parceira. A Maior Cafeteria do Mundo não é sobre tamanho físico, é sobre união. É sobre como tantas empresas podem se juntar para servir juntas, com seus produtos, suas bebidas e seus cafés”, afirma.

 

Uma única operação, múltiplas identidades

Durante os três dias de Festival, o público terá acesso a um único cardápio de bebidas, desenvolvido coletivamente por baristas da Rota dos Cafés Especiais. As receitas foram criadas exclusivamente para o evento e representam a diversidade do segmento, incluindo métodos filtrados, espresso, bebidas autorais e opções que vão além do café, como matcha, soda italiana e drinks alcoólicos.

No balcão, não haverá identificação individual das cafeterias. A operação será integrada, reforçando o conceito de unidade.

Na parte gastronômica, cada cafeteria, confeitaria ou padaria participante levará itens autorais que traduzem sua identidade. Ao todo, serão dezenas de opções reunidas em um mesmo ambiente, criando uma experiência plural para o público.

A estrutura contará ainda com o Empório da Cafeteria, espaço destinado à comercialização de cafés especiais, equipamentos, insumos e produtos ligados ao universo do café.

 

Do núcleo para o Festival — e além

De acordo com Denise, a consolidação do Festival do Café Especial abriu espaço para que o projeto ganhasse escala. “Com o nascimento do Festival no ano passado, conseguimos colocar a Maior Cafeteria do Mundo dentro dele. É uma forma de positivar o nosso associativismo e mostrar a força que a Rota dos Cafés Especiais tem”, destaca.

A programação do Festival inclui ainda salas de workshops, Cozinha Modelo voltada a harmonizações gastronômicas, salas de cupping para degustação técnica e a etapa regional da Copa Hario, uma das principais competições brasileiras dedicadas ao café coado, reforçando o caráter educativo, técnico e de conexão de mercado do evento.

A proposta da organização é posicionar o Festival como o primeiro grande encontro do calendário nacional do café especial, abrindo o ano com um ambiente voltado à experiência, educação e negócios.

No centro da programação, a Maior Cafeteria do Mundo deve funcionar como vitrine do setor — e como símbolo de um mercado que aposta cada vez mais na cooperação como estratégia de crescimento.

 

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