Maringá apareceu na 14ª posição em ranking divulgado nesta quarta-feira, 20, pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, que aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026.
O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas. Segundo foi apurado, das 20 cidades melhor colocadas, 18 ficam no Sul e no Sudeste. Por outro lado, 19 das 20 nas piores posições est]ão localizadas no Norte e no Nordeste.
A cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking pelo terceiro ano consecutivo. A cidade, que tem cerca de 4,8 mil habitantes, marcou 73,10 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Maringá obteve 70,87.
Curitiba e Cornélio Procópio também estão entre as 20 cidades com melhor IPS do Brasil, ambas à frente de Maringá.
Em último lugar aparece Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos.
Veja os municípios com melhor IPS
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
- Rafard (SP) — 71,08
- Presidente Lucena (RS) — 71,05
- Adamantina (SP) — 70,97
- Maringá (PR) — 70,87
- Alto Alegre (RS) — 70,86
- Ribeirão Preto (SP) — 70,80
- Brasília (DF) — 70,73
- Barra Bonita (SP) — 70,71
- Araraquara (SP) — 70,70
- Águas de São Pedro (SP) — 70,66
Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS quer saber se essa riqueza chega à vida das pessoas.
“O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
“A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito”.
Cidades com IPS Brasil mais baixo
- Uiramutã (RR) — 42,44
- Jacareacanga (PA)— 44,32
- Alto Alegre (RR) — 44,72
- Portel (PA) — 45,42
- Amajari (RR) — 45,58
- Pacajá (PA) — 45,87
- Anapu (PA) — 45,91
- Japorã (MS) — 46,23
- Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
- Uruará (PA) — 46,80
- Trairão (PA) — 46,82
- Bannach (PA) — 47,23
- São Félix do Xingu (PA) — 47,38
- Recursolândia (TO) — 47,39
- Cumaru do Norte (PA) — 47,43
- Peritoró (MA) — 47,53
- Oeiras do Pará (PA) — 47,57
- Ladainha (MG) — 47,58
- Anajás (PA) — 47,62
- Paranã (TO) — 47,63
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida.
O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative.
Os indicadores são divididos em três grandes dimensões:
- Necessidades Humanas Básicas
Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos.
- Fundamentos do Bem-Estar
Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação.
Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa.
- Oportunidades
Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior.
O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.
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