Apenas 13 gatos foram recolhidos pela prefeitura de Maringá no primeiro dia do cumprimento de determinação do Ministério Público para o esvaziamento de um abrigo de animais no Jardim Novo Horizonte em Maringá, onde foram encontrados 140 animais. A determinação deve-se a reclamações e denúncias de vizinhos, que alegam que os gatos vivem em condições inadequadas e estariam sofrendo maus-tratos.
O cumprimento da determinação do Ministério Público está sendo executado pela Secretaria do Bem-Estar Animal, com acompanhamento do Conselho Veterinário. Segundo a secretária Daniela Tozetto, a retirada dos animais será aos poucos porque a prefeitura não dispõe de instalações para receber 140 gatos de uma vez.
A secretária explica que o abrigo já foi denunciado anteriormente e há mais de um ano o MP determinou que fosse feita fiscalização no local. Na época, o Bem-Estar Animal orientou a proprietária da casa sobre algumas condições para não configurar maus-tratos, porém, de lá para cá o número de gatos na casa aumentou e as condições para criá-los pioraram.
A proprietária da casa, Simone Souza, é protetora independente e há tempos faz o trabalho de resgate de animais acidentados, doentes ou abandonados. São encontrados nas redes sociais muitos elogios a seu Santuário Felino e ao trabalho realizado por ela. O problema, segundo vizinhos, foi o aumento exagerado de animais em pouco espaço.
Segundo Simone, sua instituição é uma casa de apoio e passagem, onde os animais recebem o tratamento adequado, alimentação, vacinas e depois são colocados para adoção. Ela dispõe de espaço suficiente, dentro do que determina a legislação para protetores, e acredita que as denúncias devem ser porque seu trabalho incomoda alguém.
Com relação a animais doentes, ela explicou que seu trabalho é justamente recolher animais em condições de sofrimento, que em seu abrigo recebem a assistência que não teriam se ficassem abandonados nas ruas.
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