IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
  • Região
  • Esportes
  • Geral
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

Mulheres são maioria nos cursos de graduação e de pós-graduação da UEM

Por Redação O Maringá
19 de fevereiro de 2026
Mulheres são maioria nos cursos de graduação e pós-graduação na UEM

Maria Luiza Moreira Dias Pereira está no 5º ano de Engenharia Mecânica e é a única mulher da turma Foto: ACS UEM

Quando se fala em “cientista”, é comum que o imaginário da maioria das pessoas leve à imagem de um homem com jaleco. Mas não deveria ser assim, pelo menos não para a comunidade da Universidade Estadual de Maringá (UEM), amplamente feminina. Dentre os universitários, as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, considerando especialização, mestrado e doutorado.

É tentando mudar essa imagem inicial que a Assembleia Geral das Nações Unidas criou, em 2015, o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, com o objetivo de reconhecer o papel fundamental exercido por elas na ciência e na tecnologia. A data visa combater a sub-representação feminina, focando na igualdade de gênero, pois a porcentagem média global de pesquisadoras ainda é de 33,3%, de acordo com a Unesco.

Na UEM, dentre os estudantes de pós-graduação, há 29,22% a mais de mulheres. Na graduação, dentre todos os matriculados, a diferença é de 12,29%. Nos processos seletivos vestibulares, a quantidade de meninas inscritas também é historicamente maior. Em 2025, por exemplo, a diferença foi de 24,40%.

Maria Luiza Moreira Dias Pereira está no quinto ano de Engenharia Mecânica e é a única mulher da turma atualmente. Ela conta que encontrou resistência no início do curso, mas percebe que já houve evolução. “Além do ingresso de meninas ter aumentado, nos projetos a presença é grande. Acredito que nós temos um olhar diferenciado para os projetos científicos, que agrega ainda mais no diálogo com os meninos. Então essa troca proporciona resultados muito diferentes e interessantes.”

No projeto Adam AeroDesign, o qual coordena, a representativa feminina é grande, segundo Pereira. Além das participantes, o projeto sempre mantém líderes, capitãs e coordenadoras mulheres de diferentes cursos de engenharia que projetam aeromodelos para competições nacionais. Com cerca de 40 integrantes, eles se preparam para projetar o aeromodelo de 2026 e levá-lo para a Competição SAE BRASIL AeroDesignSAE BRASIL AeroDesign, no segundo semestre.

No Grupo de Pesquisa em Alimentos Funcionais, liderado pela professora Paula Toshimi Matumoto Pintro, a maioria é de mulheres. Mas, na realidade dos cursos de Agronomia e Zootecnia nem sempre foi assim. A professora conta que, a partir do terceiro ano da graduação em Agronomia, foi a única mulher da turma. “Eu venho de uma geração que tinha preconceito com mulheres no agro, principalmente na parte prática, na condução de tratores, por exemplo. Hoje, isso já mudou. Nos cursos, a quantidade de mulheres chega a 20%; na minha época era de 3%. Além disso, o corpo docente é praticamente equitativo.”

Com uma trajetória de 23 anos como docente da UEM, Pintro atualmente é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, que recentemente atingiu o conceito máximo na Avaliação Quadrienal da Capes. Segundo a professora, estar neste espaço de liderança é muito importante para a representativa feminina. “É uma vitória, na verdade. Uma grande conquista, pois nós mulheres batalhamos muito pelo nosso espaço. Eu estou muito feliz na coordenação e por representar a UEM nacionalmente”, afirmou.

foto materia 2

Em 2025, Pintro recebeu um reconhecimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) pelo incentivo à inovação tecnológica. Ela não deixa de enaltecer a participação feminina no grupo de pesquisa, composto por estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado de diferentes cursos. De acordo com a líder do grupo, dentre os 20 integrantes, há apenas quatro homens.

 

O reitor Leandro Vanalli comenta a importância da mulher na ciência. “No Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrar uma universidade onde a presença feminina é majoritária, tanto na graduação quanto na pós-graduação, é uma marca incrível para a UEM, é um reflexo de excelência e de uma mudança estrutural na ciência paranaense. Isso significa que as mulheres não estão apenas ocupando espaços, elas estão liderando a pesquisa, a inovação e o pensamento crítico dentro de uma comunidade acadêmica. Um grande e importante avanço.”

Graduação

De acordo com a Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA), atualmente 15.199 estudantes estão matriculados em cursos de graduação na UEM. Desse total, 8.530 são do sexo feminino (56,12%) e 6.664 do sexo masculino (43,83%), além de cinco classificados em outros/não declarado (0,03%). No período consultado, de 2022 a 2026, o ingresso de meninas foi maior do que o de meninos em todos os anos, sendo que a diferença média é de 15,10%.

Na procura pelos cursos, as meninas também estão na frente, pois são maioria nos processos seletivos da instituição. De acodo com a Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), em uma consulta de dados nos últimos cinco anos, as inscrições de candidatas do sexo feminino superam as do sexo masculino em quase 10 mil, na média. Em 2025, foram 16.904 meninos inscritos e 27.800 meninas.

Inspirada pelo pai, docente de Física na UEM, Maria Luiza Pereira pretende seguir carreira acadêmica e incentivar jovens cientistas: “Os cursos de engenharia, de qualquer ramo da ciência, precisam de representatividade feminina, porque senão o conhecimento fica muito concentrado. Então eu aconselho as meninas a estudarem bastante e ingressarem sem medo na universidade.”

Pós-graduação

Nos cursos de pós-graduação, considerando as matrículas regulares em especialização, mestrado e doutorado, nos últimos cinco anos, o número de mulheres matriculadas também se manteve elevado. Os dados são da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) da UEM. Em 2025, foram 3.049 matrículas do sexo feminino (64,61%) e 1.670 do sexo masculino (35,39%); a diferença foi de 29,22%.

Em 2024, a diferença foi de 30,78%, sendo que foram 3.362 mulheres matriculadas (65,39%) e 1.780 homens (34,61%). Dentre 2021 e 2025, a média foi de 25,16% a mais de mulheres na pós-graduação da UEM. Para a pró-reitora da PPG, Grasiele Scaramal Madrona, “ver que, de forma contínua, as mulheres representam a maioria das matrículas demonstra o avanço da equidade de gênero na ciência e na formação de recursos humanos altamente qualificados. Isso reforça o papel transformador da universidade pública, que amplia oportunidades, promove inclusão e contribui para o desenvolvimento científico e social”.

foto materia 3

Apesar de destacar a evolução da participação feminina na instituição, a pró-reitora chama a atenção para a escassez de mulheres em cargos de liderança na universidade, não só hoje como historicamente. “Na PPG, desde 1988, eu sou apenas a terceira pró-reitora. Então temos muitas mulheres, mas elas ainda precisam chegar às lideranças”, ressaltou.

Paula Pintro apresenta com orgulho as mulheres que fazem parte de seu grupo de pesquisa e incentiva meninas a ingressarem nos cursos ligados ao agronegócio e investirem na ciência. Para ela, o que falta para o número de mulheres que fazem pesquisa crescer ainda mais é conhecimento sobre os campos de atuação e a realidade dos cursos. No PPZ, a coordenação-adjunta também é feminina, liderada pela professora Tatiana Carlesso dos Santos.

 foto materia 4

RANKING – A participação feminina da UEM também é destaque nacional. Dados do Leiden Ranking, elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda, demonstram que a UEM ocupa o primeiro lugar do Brasil em produção científica liderada por mulheres. Do total de projetos de pesquisa, 55% têm participação feminina, seja de docentes ou estudantes.

Veja também

  • Sancor Maringá encara o Minas Tênis em duelo pela 18ª rodada da Superliga de Vôlei
  • CVV busca novos voluntários com campanha sobre solidariedade
Tags: DestaqueEngenharia Mecânica da UEMMaria Luiza Moreira Dias Pereiramulheres na ciênciamulheres são maioria na uem

IMPRESSO

Outros Posts

UEM é a melhor universidade estadual do Sul do Brasil, segundo ranking da Folha de São Paulo
Maringá

RUF 2026: UEM é a melhor universidade estadual da região Sul e a 5ª do país

21 de outubro de 2026
Carreta da Saúde Bucal começa a atender em Maringá
Maringá

Carreta da Saúde Bucal, do Ministério da Saúde, começa a atender em Maringá

21 de outubro de 2026
Obtuário Maringá e Região
Maringá

Obituário de Maringá: confira os falecimentos registrados em 20 e 21 de outubro de 2026

21 de outubro de 2026
Inscrições nesta quarta para Trilha Noturna da Primavera Encantada; Insetos Gigantes
Maringá

IAM faz nesta quarta inscrições para trilha noturna no Parque do Ingá

21 de outubro de 2026
Evento será no Parque do Ingá (Crédito: Arquivo/PMM)
Maringá

Parque do Ingá abre 440 vagas para trilha noturna neste sábado em Maringá

21 de outubro de 2026
Motor Classic ganha edição especial de pickups e será atração do Festival Pé Vermelho em Maringá
Maringá

Motor Classic ganha edição especial de pickups no Festival Pé Vermelho em Maringá

21 de outubro de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Saúde
  • Região
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.