A Justiça poderá autorizar a prefeitura de Maringá a retirar o que sobrou da pista emborrachada inaugurada em 2021 no entorno do Parque do Ingá, decisão necessária porque as partes da pista que ainda resistem são prova na ação civil pública conduzida pelo Ministério Público para cobrar o ressarcimento aos cofres públicos por falhas estruturais na construção da pista. Partes da pista vêm sendo arrastadas por enxurradas nos últimos anos.
A Procuradoria Geral do Município solicitou à 1ª Vara da Fazenda Pública autorização para retirar o que sobrou da pista. No pedido, a Prefeitura considera a perícia técnica há três meses, quando foram colhidas as provas necessárias para a instrução processual, como levantamento fotográfico, medições e observações de campo.
A intenção do município é retirar o que sobrou do piso, que apresenta irregularidades que, além de serem alvo de reclamações das pessoas que utilizam o espaço para correr ou caminhar, representam risco à segurança das pessoas.
Os primeiros dados na pista provocados pelas enxurradas aconteceram em fevereiro de 2022, poucos meses após a instalação. De lá para cá, cada chuva forte leva uma parte a mais do que ainda sobre da pista emborrachada.
O procurador-geral do município, Douglas Galvão, reforça porque a reforma na pista precisa ser feita logo. “Não há prazo para a sentença da Justiça e, por isso, esperar a conclusão do processo significa maior risco de deterioração do que restou da parte emborrachada e mais transtorno para quem utiliza o espaço para atividades físicas”, explica.
Segundo Galvão, “a Prefeitura é responsável pela conservação e pela manutenção da pista do entorno do Parque do Ingá. Esperamos breve autorização da justiça para realizar as intervenções, que são indispensáveis para a população que utiliza o entorno do parque para atividades esportivas e passeios”.
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