Negociação entre TCCC e motoristas nesta terça define se haverá greve ou não

TCCC e motoristas definem hoje se haverá greve

A empresa deverá apresentar uma nova proposta hoje, se não agradar os motoristas a greve pode começar na quarta-feira Foto: Arquivo

Trabalhadores maringaenses que dependem de ônibus para chegarem ao trabalho, bem como moradores de cidades da região que vêm de ônibus a Maringá poderão ficar sem transporte público nesta semana: o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttromar) informou que os motoristas da Empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e Viação Cidade Verde podem cruzar os braços a partir de quarta-feira caso não cheguem a um acordo com as duas empresas em uma reunião marcada para esta terça-feira, 8. A greve será por tempo indeterminado, segundo o sindicato.

A greve estava marcada para esta segunda-feira, mas houve um acordo para uma nova reunião, já que a TCCC e a Cidade Verde querem apresentar uma nova proposta, mais próxima das exigências dos motoristas, principalmente no que se refere a um possível plano de saúde e mudança na escala de trabalho, considerada exaustiva.

A entidade sindical diz que a pauta foi construída coletivamente pelos trabalhadores em uma série de assembleias realizadas ao longo do último mês. A mobilização da categoria reflete o esgotamento diante da falta de avanços nas negociações com as empresas.

 

Não é por dinheiro

“Chegou ao limite”, disse o vice-presidente do Sintromar, Emerson da Silva. Ele explicou que a motivação da greve não é somente econômica: o foco principal neste momento é a saúde dos trabalhadores. “Não temos como deixar passar o tanto de atrocidades que os trabalhadores do transporte coletivo vêm sofrendo”.

Atualmente, a jornada dos motoristas do transporte coletivo de Maringá é dividida em três turnos: eles trabalham quatro horas no início do dia, cumprem um intervalo de quatro horas, e retornam para mais quatro horas de trabalho no final do dia. Ou seja, são doze horas exaustivas de dedicação para a empresa.

Entre os principais pontos da pauta de reivindicações estão a implantação de um plano de saúde adequado às necessidades da categoria — que enfrenta alto índice de adoecimento em função das condições de trabalho —, mudanças nas escalas de serviço que hoje são consideradas exaustivas e um reajuste salarial que atenda os anseios dos trabalhadores.

 

Empresas fizeram contraproposta

Segundo o sindicato, as negociações com as empresas tiveram início há quase dois meses, quando os trabalhadores apresentaram a pauta de reivindicações, e as empresas tinham prazo até a última quarta-feira, 2, para apresentar uma contraproposta que atendessem os interesses dos empregados. Mas, de acordo com o Sinttromar, a empresa não apresentou proposta que atendesse à reivindicação.

A TCCC e Cidade Verde, no entanto, informaram que adequaram a proposta de reajuste econômico para 6% nos salários e 17,5% no Vale Alimentação e que a somatória desses benefícios “representam 7,72%” o que  garantiria ganho real de 2,52%.

As duas empresas afirmaram que lamentam a atitude do Sinttromar e o fato de que uma “eventual paralisação pelo Sindicato da categoria profissional prejudica o Sistema Público de Transporte, em prejuízo de toda coletividade que depende do serviço público coletivo”.

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