O temporal que atingiu Maringá na madrugada de domingo, 1º, para segunda-feira, destruindo casas, empresas, fiação elétrica e a arborização, definiu o destino da pista emborrachada do entorno do Parque do Ingá, que há anos vinha perdendo partes a cada chuva e teve seu pior momento desta vez.
A Prefeitura informou ao Ministério Público sobre a necessidade de retirada emergencial de trechos da pista para garantir a segurança dos pedestres e preservar a mobilidade no entorno do parque. Partes do piso ficaram intransitáveis.
A intervenção será realizada na Avenida São Paulo, nas proximidades do Colégio Regina Mundi, onde os danos comprometeram as condições de circulação. A retirada do material danificado permitirá restabelecer as condições de uso do espaço, assim que a área estiver totalmente segura.
A comunicação ao Ministério Público considera que a pista emborrachada é objeto de uma ação civil pública em andamento. Diante dos danos provocados pelo fenômeno climático e da necessidade de garantir a circulação segura da população, a administração municipal informou ao órgão a necessidade da intervenção emergencial.
A pista emborrachada do Parque do Ingá foi entregue em 2021 e, desde então, apresentou problemas estruturais recorrentes. Em fevereiro de 2022, parte do piso foi levada pela enxurrada. Em 2023, novas chuvas fortes provocaram danos em outros pontos. Em setembro deste ano, outros dois trechos se desprenderam após episódios de chuva intensa.
Objetivo é tirar o que resta da pista
Em razão desse histórico, a Prefeitura de Maringá, por meio da Procuradoria-Geral do Município, solicitou, em setembro deste ano, à 1ª Vara da Fazenda Pública, autorização judicial para a retirada do material remanescente da pista emborrachada.
A autorização judicial é necessária porque os trechos ainda existentes constituem prova na ação civil pública conduzida pelo Ministério Público do Paraná, que busca o ressarcimento aos cofres públicos por falhas estruturais na pista.
A Prefeitura reforça que a intervenção emergencial decorrente dos danos causados pelo temporal tem como prioridade a segurança da população e a manutenção da mobilidade, sem prejuízo das medidas judiciais em andamento.
Veja também








