O próximo reitor vai administrar um orçamento de R$ 1 bilhão, maior do que o de 270 municípios do Paraná
LUIZ DE CARVALHO
Com cerca de 25 mil pessoas aptas a votar, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) realiza nesta segunda-feira, 17, a eleição que vai escolher reitor e vice-reitor para a gestão 2026-2030. Pela primeira vez, das três chapas que disputam a Reitoria, duas são encabeçadas por mulheres e há mulheres em todas as chapas.
Caso nenhuma das chapas alcance 50% dos votos, haverá um segundo turno no próximo dia 31 com a participação das duas chapas mais bem votadas.
A eleição da UEM na área da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaenses (Amusep), em número de votantes, só é menor do que as de Maringá e Sarandi. Na região noroeste do Estado só perde para Maringá, Sarandi, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí e Cianorte.
A chapa que vencer a eleição vai administrar um orçamento de cerca de R$ 1 bilhão, maior do que o de 270 dos 399 municípios do Paraná. Em toda a região noroeste do Paraná o orçamento da UEM neste ano só é inferior ao de Maringá e Umuarama, sendo quase o dobro do de Sarandi e Cianorte, ganhando de longe do de cidades como Campo Mourão e Paranavaí.
Presença em mais de 100 cidades
Embora carregue “Maringá” no nome, a UEM poderia ser chamada de universidade do noroeste, já que sua atuação tem reflexos diretos em pelo menos 120 municípios da região, principalmente por meio da prestação de serviços, como a do Hospital Universitário, Hemocentro e Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas, o Lepac. Além disso, a UEM mantém convênios com diversas prefeituras para o desenvolvimento de projetos em diversas áreas.
Além disto, a instituição mantém campus em Cianorte, Diamante do Norte, Umuarama, Goioerê, Ivaiporã e Cidade Gaúcha, fazendas experimentais nos distritos de Iguatemi e Floriano, trabalhos de pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura em bacias hidrográficas de diversas regiões brasileiras. A UEM possui ainda 27 polos de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB) espalhados pelo Estado do Paraná e cursos de ensino a distância.
Eleitores de três categorias
O presidente da Comissão Eleitoral, o professor do Departamento de Direito Privado e Processual (DPP) Ricardo César Gardiolo, destacou a complexidade de uma eleição que envolve quase 25 mil eleitores distribuídos por todos os câmpus da UEM, além de polos de ensino da universidade.
“É um processo bastante complexo, uma vez que o colégio eleitoral da UEM é grande e envolve muitos câmpus”. Segundo ele, uma eleição como a desta segunda-feira vai mobilizar centenas de mesários, fiscais, escrutinadores e outros voluntários.
O colégio eleitoral da UEM é formado por três categorias de votantes. Este universo de eleitores é composto por
⦁ 1.676 docentes,
⦁ 1.784 técnicos, que abrangem efetivos e temporários, e
⦁ 20.500 estudantes, incluindo aqueles em modalidade a distância,
perfazendo um total de quase 25 mil eleitores. Independentemente do quantitativo, o peso dos votos será de um terço para cada categoria.
“O peso é igual. O que muda é a forma de distribuição dos votos dentro de cada segmento. Por isso, a participação dos estudantes é fundamental para fortalecer a representatividade da categoria”, afirmou o presidente da comissão.
Só votos presenciais
A eleição será realizada de forma presencial, uma exclusividade da UEM entre as sete universidades estaduais do Paraná. Serão instaladas 40 urnas, das quais 25 estarão no Câmpus Maringá, 3 no Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), além de 12 distribuídas entre os câmpus regionais e polos de Educação a Distância (EaD).
As urnas atenderão eleitores em cidades como Umuarama, Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Assaí, Porto Rico, Diamante do Norte, além de Céu Azul, divisa com Santa Catarina, exclusivamente para acolher votos de alunos do EaD. Para garantir o funcionamento das seções eleitorais, mais de 360 voluntários serão mobilizados durante o processo.
A apuração será centralizada no Câmpus Maringá. De acordo com o presidente da comissão, a celeridade do trabalho dependerá da chegada das urnas provenientes dos câmpus mais distantes.
Mulheres em todas as chapas
As mulheres têm duas vezes mais chances de administrar a UEM nos próximos anos. Além de estarem presentes em todas as chapas, elas encabeçam duas chapas. Uma delas é formada por duas mulheres.
Isto é novidade em uma instituição que no passado tinha chapas formadas somente por homens e que em seus 56 anos de existência teve apenas uma reitora, a professora Neusa Altoé, e duas vice-reitoras, Neusa Altoé e Gisele Mendes de Carvalho, que ainda está no cargo.
As três chapas à disposição da comunidade universitária nesta segunda-feira são as seguintes:

- UEM NOS UNE
Priscila Garcia Marques (reitora) – professora do Departamento de Educação Física, entrou na UEM como aluna de graduação, depois fez também cursos da pós-graduação
Maria Cristina Gomes Machado (vice) – Professora titular do Departamento de Fundamentos da Educação, chegou à UEM em 1985 como aluna, depois foi técnica e professora, ocupou diversos conselhos e coordenação de cursos de graduação e pós-graduação

- EM DEFESA DA UEM
Gisele Mendes de Carvalho (reitora) – atual vice-reitora, entrou na UEM há 30 anos como estudante de Direito, depois fez mestrado, doutorado, foi chefe de departamento, primeira mulher a dirigir o Centro de Ciências Aplicadas em 56 anos da UEM, integra a pós-graduação, mestrado e doutorado em Políticas Públicas do Centro de Ciências Humanas
Geovanio Ederval Rossato (vice) – Desde 1991 na UEM, ocupou chefia no Departamento de Fundamentos de Educação, diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH)

- UNIÃO E MODERNIZAÇÃO
Romel Dias Vanderlei (reitor) – Na UEM desde 2003, é professor, pesquisador, orientador e gestor, ocupou chefia de departamentos e participou dos conselhos superiores
Adriana Aparecida Pinto (vice) – chegou à UEM em 1987 como aluna do Curso de Zootecnia, foi a primeira pessoa a fazer defesa de Mestrado, onde obteve nota máxima, tem uma trajetória no ensino, extensão e gestão, foi a primeira mulher a dirigir o Centro de Ciências Agrárias e é diretora de Assuntos Comunitários








