O mercado de trabalho da China permaneceu, de modo geral, estável nos três primeiros trimestres de 2026, com a taxa de desemprego urbano pesquisada apresentando queda em setembro, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira.
A taxa média de desemprego urbano pesquisada ficou em 5,2% nos primeiros nove meses do ano, inalterada em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).
Somente em setembro, a taxa de desemprego urbano pesquisada ficou em 5,2%, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.
A taxa de desemprego entre trabalhadores com registro de residência local foi de 5,2%, enquanto a taxa entre trabalhadores com registro de residência não local ficou em 5,1%. A taxa para trabalhadores migrantes com registro de residência rural foi de 5,0%.
O setor de serviços continuou sendo um dos principais impulsionadores do emprego, responsável por 49,4% da força de trabalho total do país. O emprego aumentou em setores como transporte, hospedagem e alimentação, bem como cultura, esportes e entretenimento, segundo Mao Shengyong, vice-chefe do DNE.
Desde o início do ano, a China introduziu uma série de políticas para impulsionar o emprego, com a meta de manter a taxa de desemprego urbano pesquisada em cerca de 5,5% em 2026 e criar mais de 12 milhões de novos empregos urbanos ao longo do ano.
A China divulgou, em julho, um plano quinquenal para o desenvolvimento de recursos humanos e da previdência social. Entre outras metas para o período de 2026 a 2030, o plano visa ajudar 25 milhões de trabalhadores urbanos desempregados a encontrar novos empregos e oferecer assistência profissional a 6,5 milhões de pessoas com dificuldade para encontrar trabalho.
O país também está intensificando os esforços para adaptar seu mercado de trabalho aos rápidos avanços na inteligência artificial (IA), buscando aproveitar a inovação tecnológica para criar empregos e, ao mesmo tempo, lidar com seu impacto sobre o emprego.
Um plano quinquenal para a implementação da estratégia “emprego em primeiro lugar” identificou a promoção do emprego em meio aos avanços da IA como uma tarefa fundamental, defendendo a criação de empregos por meio de aplicações de IA e o aproveitamento do potencial dos setores tradicionais.


