Morreu neste domingo, 7, a pioneira Polônia Altoé Fusinato, professora aposentada, mãe, avó, bisavó e musicista. Ela tinha 88 anos.
O corpo está sendo velado na Capela Prever Central e o sepultamento será às 17h30 no Cemitério Municipal. Ela era Cidadã Benemérita de Maringá, título outorgada pela Câmara Municipal em julho de 2023, proposto pela vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT), que foi sua colega de trabalho na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Dona Polônia fazia parte de uma família de professores, entre eles seu irmão Geraldo Altoé e a ex-reitora da UEM Neusa Altoé, sua prima.
Polônia Altoé foi uma das fundadoras do Coral da Diocese de Maringá, grupo em que boa parte dos integrantes eram da família dela. Durante 25 anos ela coordenou a música sacra na Diocese/Arquidiocese, tendo inspirado a criação do Coral da Terceira Idade, do Sesc, o Cobra Coral e os festivais de corais realizados em Maringá.
Nascida no Estado do Espírito Santo, Polônia chegou a Maringá em 1953, convidada pelos tios Antônio e Regina, no mesmo ano em que tomou posse o primeiro prefeito. Em Maringá ela trabalhou e se casou em 1955 com Juvenal Fusinato, pioneiro maringaense que morreu em 2021, depois de 66 anos de casamento.

Depois de uma longa carreira em sala de aula voltou a ser aluna, retomando os estudos deixados ainda quando morava no Espírito Santo. Em 1967, ela e o maridol decidiram retomar os estudos, em 1972, Polônia concluiu o curso Científico (hoje ensino médio) e, com o apoio do marido, continuou a estudar. Em 1975, formou-se em Matemática pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, em 1978, especializou-se no ensino de Física.
Polônia entrou no Departamento de Física da UEM em 1979. Durante sua carreira, dedicou-se à formação de professores. Ela fez mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e, em 1987, foi uma das 10 pesquisadoras brasileiras convidadas a participar do Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia em Quiel, na Alemanha.
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