
O basquete brasileiro está de luto mais uma vez em 2026. Menos de quatro meses após a morte de Oscar Schmidt, o esporte se despede de outra importante figura de sua história. Carlos Massoni, o “Mosquito”, morreu aos 87 anos. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1963, o ex-armador também conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos.
A morte foi lamentada pela “Confederação Brasileira de Basketball (CBB)”, que classificou a perda como “irreparável” e destacou Mosquito como um dos heróis do basquete brasileiro.
“Sua história e seu legado são eternos, ecoando por gerações de futuros basqueteiros”, afirmou a entidade.
Nascido em São Paulo, Mosquito iniciou a carreira defendendo a Associação Atlética São Paulo. Depois, profissionalizou-se no Palmeiras e ganhou destaque nas quadras brasileiras.
Campeão mundial com o Brasil
Pela Seleção Brasileira, Mosquito viveu alguns dos momentos mais importantes de sua carreira. O principal deles aconteceu em 1963, quando o Brasil conquistou o Campeonato Mundial, disputado no Rio de Janeiro.
O título marcou uma das maiores conquistas da história do basquete nacional. Mosquito ainda subiu ao pódio em outras duas edições da competição: conquistou o bronze em 1967 e a prata em 1970.
Nos Jogos Olímpicos, o ex-armador foi medalhista de bronze em Roma-1960 e Tóquio-1964.
A coleção de medalhas também inclui três pódios em Jogos Pan-Americanos. Mosquito conquistou o ouro em Cali-1971, a prata em São Paulo-1963 e o bronze em Chicago-1959.
Dez temporadas pelo Sírio
Após sua passagem pelo Palmeiras, Mosquito atuou durante dez temporadas pelo Sírio, uma das principais equipes do basquete brasileiro na época.
Na reta final da carreira, defendeu Portuguesa e São Caetano, clube onde encerrou sua trajetória como jogador. Formado em Educação Física, permaneceu ligado ao esporte após deixar as quadras, trabalhando como técnico e professor.
A CBB destacou ainda o estilo de jogo do ex-atleta, lembrado pela intensidade e pela capacidade de organizar as jogadas.
“Foi um dos mais raçudos da sua geração, com uma entrega coletiva impressionante. Era especialista na armação de jogo e nas infiltrações para a bandeja”, homenageou a entidade.
Uma história que permanece
Em 2023, Mosquito se reencontrou com companheiros daquela geração em uma homenagem organizada pela CBB pelos 60 anos da conquista do Mundial de 1963, no Rio de Janeiro. Ao lado da família e de antigos amigos, participou da celebração de um dos capítulos mais importantes do basquete brasileiro.
Com uma carreira marcada por títulos, medalhas e pela camisa da Seleção, Carlos Massoni deixa uma marca permanente no esporte nacional. Sua contribuição, porém, não terminou quando deixou as quadras: como técnico e professor, continuou ajudando a formar novas gerações de atletas.
A morte de Mosquito representa mais uma despedida de um dos nomes que ajudaram a construir a história do basquete brasileiro. Aos 87 anos, ele deixa para trás uma trajetória de conquistas e um legado que seguirá vivo entre torcedores, companheiros e admiradores do esporte.
Descanse em paz, Mosquito. Uma lenda do basquete brasileiro.






