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Nova literatura e arte popular da China ganham força na era da internet e da IA

Por Agência XINHUA
9 de setembro de 2026

A transformação digital está criando novas formas de produção, circulação e participação cultural na China. Com a expansão da internet, do big data e da inteligência artificial, uma nova geração de manifestações literárias e artísticas passou a envolver diretamente o público e ganhou relevância tanto dentro do país quanto nas relações culturais internacionais.

A avaliação consta de um relatório divulgado pelo Think Tank Nacional de Alto Nível da Agência de Notícias Xinhua durante um simpósio internacional realizado em Shenzhen, na província de Guangdong.

Um novo ecossistema cultural

Intitulado “O Desenvolvimento Florescente e a Influência Global de Novas Literaturas e Artes Populares”, o relatório define essas manifestações como um novo ecossistema formado a partir das transformações provocadas pelas tecnologias digitais.

Internet, big data e inteligência artificial ampliaram as possibilidades de criação e distribuição de conteúdos, permitindo que um número maior de pessoas participe de diferentes etapas do processo cultural.

Nesse modelo, o público deixa de ocupar apenas a posição de consumidor e passa também a produzir, compartilhar e disseminar obras e conteúdos.

Cultura conectada à vida cotidiana

Segundo o relatório, a nova literatura e a nova arte populares estão fortemente ligadas à vida cotidiana e às transformações da sociedade chinesa.

A produção cultural busca acompanhar as mudanças nos hábitos, nas necessidades e nas preferências estéticas do público, ao mesmo tempo em que incorpora características próprias da cultura chinesa.

Essa combinação entre tradição e tecnologia contribui para o surgimento de novas linguagens e formas de expressão.

Internet e IA ampliam a participação do público

A popularização das plataformas digitais modificou profundamente a maneira como conteúdos culturais são produzidos e consumidos.

Ferramentas baseadas em inteligência artificial, redes sociais, plataformas de vídeo e outros ambientes digitais permitem que ideias sejam desenvolvidas e compartilhadas em uma velocidade muito maior.

O relatório considera que essa participação ampla é uma das principais características do novo ecossistema literário e artístico chinês.

A tecnologia também facilita a interação entre criadores e público, criando novas possibilidades de colaboração e experimentação.

China busca ampliar sua própria narrativa cultural

Outro ponto destacado pelo estudo é a capacidade dessas novas manifestações de fortalecer a maneira como a China apresenta sua própria identidade cultural ao mundo.

Em um cenário marcado pela globalização e pela digitalização, diferentes narrativas podem contribuir para que a imagem do país seja construída não apenas a partir de interpretações externas, mas também por meio de formas de expressão desenvolvidas dentro da própria sociedade chinesa.

O relatório avalia que essa produção cultural evidencia características, estilos e perspectivas chinesas nas trocas internacionais.

Tradição oriental encontra desafios contemporâneos

A nova produção cultural também é apresentada como uma forma de conectar conhecimentos e referências tradicionais a questões enfrentadas pela sociedade contemporânea.

O relatório destaca o uso de elementos associados à sabedoria oriental para contribuir com debates sobre desafios compartilhados pela humanidade.

Nesse sentido, a cultura digital chinesa pode funcionar não apenas como instrumento de divulgação, mas também como espaço de diálogo entre diferentes sociedades e civilizações.

Tecnologia pode diversificar a indústria cultural global

O estudo também relaciona a expansão das novas formas de literatura e arte ao processo de transformação da indústria cultural internacional.

Por meio da abertura, da colaboração e do uso de novas tecnologias, essas manifestações podem ampliar a participação de diferentes grupos na produção cultural.

A proposta apresentada pelo relatório é que a inovação tecnológica ajude a diversificar os centros de produção e circulação cultural, favorecendo uma estrutura internacional considerada mais equilibrada.

Simpósio reúne especialistas de diferentes países

O relatório foi apresentado durante um simpósio internacional realizado em Shenzhen com o tema “Consolidar a Subjetividade Cultural na Promoção da Modernização Chinesa”.

O encontro reuniu aproximadamente 130 especialistas, acadêmicos e convidados chineses e estrangeiros, que participaram de debates sobre cultura, comunicação, civilizações e desenvolvimento.

Hong Dayong, vice-chefe do Departamento de Comunicação do Comitê Central do Partido Comunista da China, afirmou durante a abertura que o fortalecimento da subjetividade cultural chinesa pode oferecer referências para outros países preservarem suas características e identidades culturais.

A discussão também abordou diferentes caminhos de desenvolvimento relacionados às particularidades históricas e civilizacionais de cada sociedade.

Xinhua pretende explorar novas formas de comunicação

Lyu Yansong, editor-chefe da Agência de Notícias Xinhua, destacou a necessidade de explorar novas formas de comunicação e expressão.

Segundo ele, a utilização dessas novas possibilidades pode ajudar o público internacional a compreender melhor a história, o pensamento e a vitalidade da civilização chinesa a partir das experiências concretas da modernização do país.

A estratégia combina comunicação tradicional com novos formatos proporcionados pelas tecnologias digitais.

Quatro debates aprofundam transformação cultural

O simpósio também contou com quatro sessões paralelas dedicadas a diferentes aspectos da transformação cultural.

Os debates trataram de “a humanômica na nova era”, das novas formas de literatura e arte destinadas ao público na era da internet, do aprofundamento dos intercâmbios e do aprendizado mútuo entre civilizações e da construção de um sistema intelectual chinês nas áreas de filosofia e ciências sociais.

As discussões refletem o esforço de analisar como tecnologia, cultura, identidade e comunicação estão se transformando simultaneamente.

Nesse cenário, a nova literatura e a nova arte populares surgem como uma das expressões da mudança cultural provocada pela era digital, combinando participação social, inovação tecnológica e referências próprias da sociedade chinesa.

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