O futebol brasileiro mais uma vez está de luto, principalmente a torcida corintiana, com a morte do atacante Geraldão nesta quinta-feira, 6, aos 77 anos. Ele foi uma figura histórica no clube, em especial na conquista do Campeonato Paulista de 1977, quando o clube encerrou o incômodo jejum de 22 anos e oito meses sem um título de expressão.
O falecimento de Geraldão foi anunciado pelo Corinthians, que lamentou a perda de seu ex-atacante, porém não informou a causa da morte.
Geraldo da Silva, o Geraldão Manteiga ou Geraldão do Corinthians, nasceu em Álvares Machado, no interior paulista, e chegou ao Parque São Jorge em 1975, credenciado pela artilharia do Campeonato Paulista do ano anterior, quando atuava pelo Botafogo de Ribeirão Preto ao lado de Sócrates. No Timão ele acumulou 91 gols em 280 partidas.
Na vitoriosa campanha de 1977, ele balançou as redes 23 vezes. O atacante foi decisivo na reta final daquele torneio, marcando o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa e contribuindo no triunfo por 2 a 1 sobre o São Paulo, sua maior vítima naquele ano, com cinco gols anotados em cinco clássicos.
Apesar de não possuir um estilo técnico refinado, Geraldão construiu uma profunda conexão com as arquibancadas graças à sua entrega em campo. Ele era conhecido tanto por perder gols fáceis quanto por marcar tentos improváveis nos momentos de maior tensão. O próprio ex-jogador lidava com essa característica de forma bem-humorada, afirmando em documentários que a raça demonstrava seu compromisso nas fases ruins e que o elemento surpresa era sua marca registrada.
Sua popularidade e carisma renderam até mesmo uma homenagem musical: em 1979, o cantor Bebeto compôs a música “Flecha Negra”, exaltando a presença imprevisível do atacante na área adversária.
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