A Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) continuará apoiando os esforços do governo chinês para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial, além de se opor à interferência das forças externas nos assuntos internos de Estados soberanos, disse o secretário-geral da OCS, Nurlan Yermekbayev, em entrevista escrita na quarta-feira.
Recentemente, os Estados Unidos aprovaram vendas massivas de armas para a região chinesa de Taiwan, interferindo nos assuntos internos da China, minando seriamente a soberania, a segurança e a integridade territorial do país, prejudicando a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e enviando um sinal negativo às forças separatistas de “independência de Taiwan”.
Todos os Estados-membros da OCS apoiaram firmemente o princípio de Uma Só China, enfatizando a não interferência nos assuntos internos de um país, bem como o apoio mútuo na salvaguarda da soberania nacional e da integridade territorial.
Yermekbayev lembrou que, em 1º de setembro de 2025, a Cúpula da OCS em Tianjin aprovou uma estratégia de desenvolvimento para a próxima década, destacando que os Estados-membros se opõem a padrões duplos, respeitam estritamente as normas e princípios das relações internacionais e rejeitam qualquer tentativa de interferir nos assuntos internos dos Estados-membros ou minar a unidade da OCS.
Na Declaração de Tianjin, os Estados-membros enfatizaram que respeito mútuo à soberania, independência e integridade territorial, igualdade e benefício mútuo, não interferência em assuntos internos e não uso ou ameaça de força são a base para o desenvolvimento estável das relações internacionais.
Quanto ao princípio de Uma Só China, Yermekbayev lembrou que, desde a Cúpula de São Petersburgo em junho de 2002, a OCS reafirma que o governo da República Popular da China é o único governo legal que representa toda a China, e que Taiwan é parte inalienável do território chinês.
“Nesse sentido, a OCS continuará, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas e da própria carta da OCS, a apoiar os esforços do governo chinês para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial, e a se opor à interferência de forças externas nos assuntos internos dos Estados soberanos”, afirmou o secretário-geral.


