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OPAQ cobra do Japão destruição imediata de armas químicas abandonadas na China

Por Agência XINHUA
9 de setembro de 2026

Uma delegação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) pediu ao Japão que acelere e conclua integralmente a destruição de armas químicas abandonadas em território chinês. A cobrança ocorreu após uma visita de inspeção realizada em áreas do nordeste da China onde esses materiais ainda são encontrados.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa em Beijing.

A delegação da OPAQ esteve na China entre 31 de agosto e 5 de setembro, a convite do governo chinês. O grupo contou com a participação da diretora-geral da organização, da presidente do Conselho Executivo, além de representantes permanentes e diplomatas de alto escalão de 12 países membros da OPAQ.

Delegação acompanha operações de destruição

Durante a visita, os integrantes da delegação estiveram em Hunchun, Dunhua e Haerbaling, na Província de Jilin, no nordeste da China. Nessas localidades, acompanharam atividades relacionadas à localização, escavação, recuperação e destruição de armas químicas abandonadas pelo Japão.

Segundo Mao Ning, a visita permitiu aos representantes internacionais conhecer mais de perto os impactos provocados pelos materiais químicos deixados em território chinês.

A porta-voz afirmou que os integrantes da delegação puderam observar os riscos associados às armas abandonadas, incluindo consequências para a população, propriedades e meio ambiente.

China relaciona questão ao passado militarista japonês

Mao destacou que a visita ocorreu durante o período em que a China realiza as comemorações anuais relacionadas à vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e à vitória na Guerra Antifascista Mundial.

De acordo com a porta-voz, a agressão militarista japonesa provocou graves consequências humanitárias na China e deixou, como um de seus legados, a presença de armas químicas abandonadas.

Para o governo chinês, a permanência desses materiais representa uma ameaça que precisa ser eliminada completamente, inclusive pelos possíveis impactos sobre áreas habitadas e o meio ambiente.

OPAQ é chamada a pressionar pelo cumprimento das obrigações

Após conhecer as operações realizadas na China, os integrantes da delegação manifestaram apoio à atuação da OPAQ para cobrar do Japão o cumprimento de suas responsabilidades previstas na Convenção sobre Armas Químicas.

A organização foi instada a continuar pressionando para que o Japão conclua a destruição dos arsenais abandonados sem novos atrasos.

A posição defendida pela delegação é que a eliminação completa dessas armas permita recuperar as áreas afetadas e reduzir os riscos para a população chinesa.

A questão também está relacionada ao objetivo estabelecido pela Convenção sobre Armas Químicas de eliminar os arsenais químicos e avançar na construção de um mundo livre desse tipo de armamento.

A China considera que a conclusão das operações de destruição é necessária não apenas para eliminar uma herança do conflito do passado, mas também para proteger a segurança da população e o ambiente nas regiões onde os materiais permanecem enterrados.

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