O homem que matou a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, no último sábado, 21, após invadir o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, disse ao delegado Hugo Fonseca, da Polícia Civil, que ouviu vozes ordenando que ele matasse alguém. Ele negou que tenha desferido uma paulada na cabeça da religiosa, mas que a esganou com as mãos.
O assassinato de irmã Nadia foi divulgada pelos maiores órgãos da imprensa brasileira e várias autoridades e entidades se manifestaram, entre elas a Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Também o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), que se encontra no exterior, lamentou a morte da religiosa e defendeu mudanças na legislação. “É urgente que Estados possam ter autonomia para legislar em matéria penal. Lei fraca, criminoso forte. As famílias brasileiras não podem continuar reféns desses marginais”, escreveu nas redes sociais.
Segundo o governador, o suspeito do crime deixou a cadeia em dezembro de 2025 e tem várias passagens pela polícia. “Voltou às ruas e cometeu uma tragédia”, assinalou.
O homem que assassinou irmã Nadia foi identificado e preso graças ao testemunho de uma fotógrafa que estava no convento registrando um evento. Ela foi abordada pelo suspeito, logo após a prática do crime. O homem apresentava visível nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço.
A fotógrafa pediu apoio aos presentes para acionar a Polícia e uma ambulância, momento em que o suspeito se evadiu do local.
Embora a freira de 82 tenha sido encontrada sem roupas, o agressor nega que o ataque tenha tido motivação sexual. Segundo disse ao delegado, ele é usuário de crack e que ouviu vozes mandando ele pular o muro do convento e matar alguém. Disse também que a vítima foi a irmã Nadia porque foi ela a primeira pessoa que ele encontrou no pátio do convento.
Negando a versão que dizia que ele matou a freira a pauladas, o assassino disse à polícia que usou apenas suas mãos e que a religiosa de 82 anos foi asfixiada até a morte.
O assassino tem várias passagens pela polícia, por motivos diversos. Ele deixou a cadeia em dezembro.
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