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Quadrilha que fraudava auxílio do governo tinha membros em Maringá

Por Leonardo Filho
30 de novembro de 2021
As fraudes podem ter passado de R$ 10 milhões

As fraudes podem ter passado de R$ 10 milhões

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última semana, as Operações Vida Fácil I e Vida Fácil II, que investigam fraudes de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos do Auxílio Emergencial do Governo Federal. Aproximadamente 210 policiais federais cumpriram 17 mandados de prisão preventiva e 54 mandados de busca e apreensão nas cidades de Araçatuba, Bauru, Marília, Birigui, São José do Rio Preto/SP, Anápolis/GO e Maringá. Um casal foi preso em uma residência no Colina Verde. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba/SP.

A PF iniciou as investigações em Araçatuba no início deste ano, após receber informações da Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da PF em Brasília, dando conta que, após realização de cruzamento de dados, vários indivíduos foram identificados em diversos auxílios emergenciais fraudados. Esta unidade de repressão atua com informações provenientes de um banco de dados que reúne informações estratégicas utilizadas em ação conjunta entre a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa Econômica Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União e Receita Federal, com o objetivo de desarticular grupos ou organizações criminosas que atuam neste tipo de crime em várias unidades da federação.

As investigações confirmaram que duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude, do benefício assistencial, com base na cidade de Birigui/SP estavam agindo não só na região de Araçatuba/SP, mas também em outros Estados. Os líderes dos grupos criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis. Pelos elementos obtidos pela PF é possível estimar que os prejuízos aos cofres públicos sejam superiores a R$ 10 milhões. A pedido da PF, a Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o bloqueio de bens e valores dos investigados objetivando garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos.

Os presos serão indiciados pelos crimes de furto, mediante fraude, praticados por meio de dispositivo eletrônico ou informático, e associação criminosa. Caso sejam condenados, eles estarão sujeitos à pena máxima de até a 16 anos de reclusão.

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